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Mercado de trabalho resiliente e petróleo pressionado devem dificultar cortes de juros nos EUA, diz economista
Publicado 08/05/2026 • 16:10 | Atualizado há 5 dias
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Governo anuncia subvenção de R$ 0,89 para produtores e importadores de gasolina e R$ 0,35 para diesel
Publicado 08/05/2026 • 16:10 | Atualizado há 5 dias
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O resultado do payroll de abril nos Estados Unidos reforçou a percepção de que o mercado de trabalho americano segue aquecido, mesmo em ritmo menor de geração de vagas, e deve continuar dificultando cortes de juros pelo Federal Reserve nos próximos meses. A avaliação é de Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, ao analisar os dados de emprego e o impacto da guerra no Oriente Médio sobre a inflação americana.
Segundo o economista, a criação de 115 mil vagas de trabalho ficou bem acima da expectativa do mercado, que projetava cerca de 55 mil postos, embora tenha desacelerado em relação às 185 mil vagas abertas em março. Para ele, o dado reforça que a economia dos Estados Unidos continua forte o suficiente para impedir uma queda mais consistente da inflação.
“A gente teve uma desaceleração em relação à geração média de vagas de 2023 e 2024, mas ainda insuficiente para elevar a taxa de desemprego e trazer esse sinal de descompressão do mercado de trabalho”, afirmou em entrevista ao Real Times, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta sexta-feira (8).
Leia também: Mercado de trabalho dos EUA desacelera em abril com 115 mil vagas, mas ainda acima das projeções, mostra payroll
De acordo com ele, o comportamento do emprego continua sendo um dos principais fatores monitorados pelo Federal Reserve para calibrar os próximos passos da política monetária.
Na análise de Bruno Perri, o principal ponto de atenção continua sendo a resistência do mercado de trabalho americano, que mantém pressão sobre salários e consumo. Segundo ele, apesar da desaceleração gradual nas contratações, ainda não há destruição de empregos suficiente para reduzir significativamente a demanda na economia.
“A gente não tem destruição de postos de trabalho. Tem mais postos sendo criados, mas em ritmo menor”, explicou. O economista ressaltou que o salário por hora nos Estados Unidos continua crescendo acima da inflação na comparação anual, sustentando o consumo das famílias e dificultando o trabalho do banco central americano.
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“O trabalhador continua tendo correções salariais acima da inflação e mantém poder aquisitivo para comprar mais bens e serviços, sancionando aumentos de preços”, destacou. Segundo ele, esse cenário impede uma desaceleração mais intensa dos núcleos de inflação, considerados prioritários pelo Federal Reserve.
O especialista observou ainda que a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, repetindo o resultado de março e permanecendo abaixo do nível considerado neutro para a economia americana. “Enquanto a taxa de desemprego continuar abaixo do nível natural estimado, a gente ainda pode ver pressão salarial”, pontuou.
Apesar da relevância histórica do payroll, Bruno Perri avalia que a próxima reunião do Federal Reserve deverá ser mais influenciada pelos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e da inflação do que pelos dados de emprego.
“Hoje o payroll vai entrar como coadjuvante na próxima reunião do Federal Reserve”, afirmou. Segundo ele, o banco central americano está concentrado principalmente nos efeitos do petróleo sobre os preços ao consumidor nos Estados Unidos.
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O economista lembrou que o barril chegou a superar US$ 115 (R$ 565,8) antes de recuar para cerca de US$ 110 (R$ 541,2), movimento que já começou a atingir os preços da gasolina no mercado americano. “O foco está muito mais no espalhamento desse choque dos preços do petróleo e em como isso pode contaminar a inflação daqui para frente”, ressaltou.
Na avaliação dele, o cenário atual reduz significativamente a possibilidade de cortes de juros ainda em 2026. “É difícil a gente ver novos cortes de juros neste ano”, disse. Segundo o economista, o comunicado mais recente do Federal Reserve já indicou postura mais conservadora da autoridade monetária, mesmo com a chegada de Kevin Warsh ao comando da instituição.
“Se a gente tiver cortes mais significativos, eles devem ficar para o ano que vem”, concluiu.
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