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Confrontos perto de Trípoli levam Líbia a interromper operação da maior refinaria de petróleo do país
Publicado 08/05/2026 • 17:38 | Atualizado há 5 dias
Publicado 08/05/2026 • 17:38 | Atualizado há 5 dias
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A escalada da violência nos arredores de Trípoli levou a Líbia a interromper nesta sexta-feira (8) as operações da refinaria de Zawiya, considerada a maior unidade de petróleo em funcionamento no país. O fechamento ocorreu após confrontos armados serem registrados perto da instalação, localizada a oeste da capital líbia.
Em comunicado, a Corporação Nacional de Petróleo da Líbia (NOC) informou que todos os trabalhadores foram retirados do complexo por razões de segurança, mantendo apenas as equipes responsáveis pelo combate a incêndios e pelo controle operacional da refinaria.
Segundo a estatal, os confrontos ocorreram nas proximidades da instalação, mas não provocaram danos relevantes à estrutura da refinaria.
A NOC afirmou que a decisão de evacuar os funcionários ocorreu como medida preventiva diante do avanço dos confrontos na região.
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“Todos os funcionários foram evacuados, com exceção das equipes de incêndio e controle”, informou a companhia na nota oficial.
Apesar da paralisação da refinaria, a corporação afirmou que o abastecimento de combustíveis segue funcionando normalmente na região da capital líbia.
“O fornecimento de combustível está ocorrendo normalmente e o movimento de abastecimento para a região de Trípoli e seus arredores não foi afetado por qualquer escassez”, acrescentou o comunicado.
A refinaria de Zawiya possui capacidade para processar cerca de 120 mil barris de petróleo por dia, segundo informações de agências internacionais.
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A unidade é considerada estratégica para o abastecimento interno da Líbia e para a cadeia petrolífera do país, que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo da África.
A escalada da violência nos arredores de Trípoli ocorre em meio à disputa entre milícias armadas que atuam no oeste da Líbia. Os confrontos se intensificaram após a morte de Abdelghani al-Kikli, conhecido como “Gheniwa”, líder do grupo armado Stability Support Apparatus (SSA), uma das facções mais influentes da capital líbia. A ofensiva desencadeou uma reorganização de forças alinhadas ao governo de unidade nacional e elevou a tensão entre grupos rivais na região.
Os confrontos envolveram principalmente a brigada 444, ligada ao governo do primeiro-ministro Abdulhamid Dbeibah, e grupos rivais que disputam controle territorial e influência sobre áreas estratégicas próximas de Trípoli, incluindo corredores logísticos e regiões ligadas à infraestrutura petrolífera. A violência também provocou protestos contra o governo líbio e reacendeu temores de uma nova deterioração da segurança no país, que segue dividido politicamente desde a queda de Muammar Gaddafi, em 2011.
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