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Procurador-geral da Flórida processa OpenAI e busca responsabilizar Altman por supostos danos causados pelo ChatGPT
Publicado 01/06/2026 • 21:39 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 01/06/2026 • 21:39 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, apresentou nesta segunda-feira uma ação judicial contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, alegando que a empresa de inteligência artificial lançou conscientemente um produto inseguro que pode causar danos aos usuários.
A ação de 83 páginas afirma que o chatbot ChatGPT, da OpenAI, auxiliou autores de ataques em massa em “rampagens mortais”, levou pessoas vulneráveis ao suicídio, prejudicou a capacidade de pensamento crítico dos usuários e causou dependência em menores de idade ao utilizar uma ferramenta que “simula compaixão humana”.
“Essa lista de danos é impulsionada pela busca insaciável dos réus para vencer a corrida da inteligência artificial e acumular grandes fortunas, apesar de conhecerem os perigos do ChatGPT”, afirma o documento.
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Com a ação, o gabinete de Uthmeier busca responsabilizar pessoalmente Altman pelos supostos danos causados a moradores da Flórida em razão de sua atuação como CEO, incluindo seu “total desrespeito ao risco à vida humana”, segundo a petição.
O processo também pretende obrigar a OpenAI a cumprir obrigações previstas na Lei de Práticas Comerciais Enganosas e Injustas da Flórida.
A OpenAI não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da CNBC.
A Flórida é o primeiro estado americano a mover uma ação judicial contra a OpenAI, e Uthmeier afirmou durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira que espera que outros estados sigam o mesmo caminho.
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Segundo ele, a ação civil foi apresentada porque a OpenAI e Altman estão “colocando nossas crianças em risco e enganando os pais ao fazê-los acreditar que esse aplicativo é seguro para uso”.
“Pessoas estão sendo prejudicadas, pais estão sendo enganados, e eles precisam pagar por isso”, disse Uthmeier.
O procurador-geral já havia aberto uma investigação criminal contra a OpenAI em abril para determinar se a empresa tem alguma responsabilidade pelo ataque ocorrido em 2025 na Universidade Estadual da Flórida, no qual duas pessoas morreram.
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A investigação, iniciada após promotores analisarem os registros de conversas entre o atirador e o ChatGPT, continuará em andamento, afirmou Uthmeier nesta segunda-feira.
A ação apresentada pela Flórida é o mais recente exemplo dos crescentes problemas judiciais enfrentados pela OpenAI.
A empresa também responde a um processo movido por sete famílias das vítimas do ataque em massa de Tumbler Ridge, ocorrido no Canadá em fevereiro. As famílias alegam que o autor utilizou o ChatGPT para planejar o ataque e que a companhia não tomou medidas para impedir a ação.
Altman pediu desculpas à comunidade de Tumbler Ridge em uma carta divulgada em abril, afirmando que “ninguém deveria ter que suportar uma tragédia como essa”.
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Seguir no GoogleA OpenAI também enfrenta diversas ações por morte culposa, nas quais familiares alegam que o ChatGPT levou usuários a desenvolver delírios prejudiciais e, em alguns casos, a cometer suicídio.
A empresa informou em agosto que continua “aprimorando a forma como seus modelos reconhecem e respondem a sinais de sofrimento mental e emocional” e lançou novos recursos de segurança, incluindo controles parentais.
No mês passado, a OpenAI também esteve envolvida em outra disputa judicial de grande repercussão com Elon Musk, que processou a empresa, Sam Altman e o presidente da OpenAI, Greg Brockman.
Musk alegou que a companhia abandonou um suposto compromisso de manter sua estrutura sem fins lucrativos e sua missão beneficente.
Após um julgamento de três semanas, que contou com depoimentos de Musk, Altman e Brockman, um júri consultivo concluiu que o bilionário demorou tempo demais para apresentar a ação.
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A decisão foi imediatamente adotada pela juíza Yvonne Gonzalez Rogers, em tribunal federal de Oakland, Califórnia.
Em publicação na rede social X, Musk classificou a decisão como uma “questão técnica de calendário”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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