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Protestos em Seul: Sul-coreanos exigem renúncia de presidente, após lei marcial
Publicado 03/12/2024 • 20:54 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 03/12/2024 • 20:54 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
Yoon Suk Yeol, da Coreia do Sul, durante pronunciamento em dezembro de 2024
Jung Yeon-je/AFP
Na madrugada desta quarta-feira, 4, Seul foi palco de intensos protestos contra o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol. O estopim foi a implementação da lei marcial, revogada pelo parlamento horas depois. Milhares de sul-coreanos, reunidos principalmente em torno da Assembleia Nacional, exigiam o impeachment e a prisão do presidente.
Os manifestantes começaram a se aglomerar por volta das 13h em Brasília, de acordo com imagens transmitidas pela TV. “Detenham Yoon Suk Yeol!” ecoavam as vozes dos manifestantes, conforme relatado por repórteres da AFP. Muitos erguiam cartazes clamando pela destituição do líder sul-coreano.
Com o passar das horas, os protestos se intensificaram, espalhando-se pelas ruas ao redor de Yeouido, a ilha central de Seul onde está localizada a Assembleia Nacional. Uma rodovia de oito faixas foi tomada por manifestantes exigindo a prisão de Yoon.
Na noite de terça-feira, Yoon anunciou a lei marcial, com o objetivo de combater forças “antiestado” e uma oposição que, segundo ele, tem inclinações pró-Coreia do Norte. No entanto, a medida foi considerada “inválida” em votação bipartidária no parlamento, que prometeu “proteger a democracia com o povo”, e foi oficialmente suspensa na madrugada, em reunião do Gabinete.
A Confederação Coreana de Sindicatos, um dos principais grupos sindicais do país, anunciou uma “greve geral indefinida” até que o presidente Yoon renuncie. Este sindicato, com mais de 1 milhão de membros, planeja se reunir no centro de Seul na manhã de quarta-feira para pressionar por sua saída.
O líder do Partido Democrata, Park Chan-dae, afirmou que Yoon Suk Yeol “não pode evitar a acusação de traição” devido à sua declaração de lei marcial, exigindo sua “renúncia imediata”.
Jang Kyung-jin, de sessenta anos, corretor imobiliário e residente ao norte de Seul, dirigiu até a Assembleia Nacional após ouvir o discurso de Yoon. “Eu pensei, ‘O fim chegou’, então eu saí”, disse ele. “O presidente de um país exerceu seu poder pela força, e seu povo saiu para protestar contra isso. Temos que removê-lo do poder a partir deste ponto. Ele está em uma posição em que precisa descer.” (Com agências internacionais)
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Juliana Colombo é jornalista especializada em economia e negócios. Já trabalhou nas principais redações do país, como Valor Econômico, Forbes, Folha de S. Paulo e Rede Globo.
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