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O que é a Lei da Reciprocidade? Entenda a resposta do Brasil à tarifa de 25% dos EUA

Publicado 16/07/2026 • 09:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Após os Estados Unidos anunciarem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, a Lei da Reciprocidade Econômica ganhou destaque.
  • A norma permite que o país reaja a ações comerciais consideradas unilaterais. Ao mesmo tempo, determina que o governo siga os procedimentos previstos em lei e priorize o diálogo entre as partes.
  • Sancionada em abril de 2025, a Lei nº 15.122 estabelece os critérios para a adoção de contramedidas pelo Brasil.
O que é a Lei da Reciprocidade? Entenda a resposta do Brasil à tarifa de 25% dos EUA

Foto: unsplash

O que é a Lei da Reciprocidade? Entenda a resposta do Brasil à tarifa de 25% dos EUA

Após os Estados Unidos anunciarem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, a Lei da Reciprocidade Econômica ganhou destaque. O governo federal informou que poderá recorrer à legislação para responder à medida.

Segundo o Executivo, a norma permite que o país adote contramedidas a ações comerciais consideradas unilaterais. Ao mesmo tempo, determina que o governo siga os procedimentos previstos em lei e priorize o diálogo entre as partes. Sancionada em abril de 2025, a Lei nº 15.122 estabelece os critérios para a adoção de contramedidas pelo Brasil.

A norma permite essa resposta quando ações de outros países prejudicarem a competitividade nacional ou interferirem nas decisões soberanas do Estado brasileiro. O objetivo é criar mecanismos para que o Brasil responda a restrições aplicadas ao seu comércio exterior.

Leia também: Brasil irá reagir à nova tarifa dos EUA com Lei da Reciprocidade, diz Planalto

O que prevê a Lei da Reciprocidade?

A legislação autoriza o Poder Executivo a adotar contramedidas em resposta a ações, políticas ou práticas de outros países que provoquem impacto negativo sobre a competitividade internacional do Brasil.

Entre as possibilidades previstas estão a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual.

No entanto, a lei determina que essas medidas mantenham proporção com os impactos provocados e respeitem as obrigações que o Brasil assumiu em acordos internacionais.

Além disso, o texto estabelece que o governo deve buscar, sempre que possível, consultas diplomáticas para negociar uma solução antes da adoção das contramedidas.

Em quais situações a Lei da Reciprocidade pode ser aplicada?

O governo poderá aplicar a Lei da Reciprocidade quando outro país adotar medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade brasileira ou imponham barreiras comerciais incompatíveis com os acordos internacionais dos quais o Brasil faz parte.

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A norma também contempla situações em que outros países usem exigências ambientais para restringir produtos brasileiros de maneira mais rigorosa do que a legislação nacional, desde que essas medidas afetem a concorrência internacional do país.

Leia também: EUA confirmam tarifa de 25% contra produtos brasileiros; investigação da USTR acusa Brasil de “práticas desleais”

Por que a lei foi citada após a tarifa dos EUA

Após o anúncio da tarifa de 25% pelos Estados Unidos, o governo brasileiro informou que responderá com base na Lei da Reciprocidade Econômica. Ao mesmo tempo, afirmou que continuará apostando nas negociações para buscar uma solução diplomática.

De acordo com o governo, a legislação oferece os instrumentos necessários para defender os interesses comerciais do Brasil caso as conversas não resultem em um entendimento entre os dois países.

A lei determina uma retaliação imediata?

Não. A Lei da Reciprocidade não prevê uma resposta automática a medidas adotadas por outros países. Antes da aplicação de qualquer contramedida, o governo deve avaliar os impactos econômicos e jurídicos da decisão, além de observar os princípios da proporcionalidade e do interesse nacional.

Leia também: Fiesp culpa “ruídos diplomáticos” do governo por novas tarifas dos EUA contra o Brasil

A legislação também permite que o governo modifique, suspenda ou encerre as medidas caso a situação que motivou sua adoção deixe de existir ou as partes cheguem a um acordo.

Dessa forma, embora o governo tenha indicado que utilizará a Lei da Reciprocidade como resposta à tarifa anunciada pelos Estados Unidos, a prioridade continua sendo a busca por uma solução negociada, conforme prevê a própria legislação.

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