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Santa Catarina será o estado mais afetado pelo tarifaço e indústria fala em milhares de vagas formais perdidas
Publicado 16/07/2026 • 09:15 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 16/07/2026 • 09:15 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) reagiu com preocupação à confirmação de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A entidade afirmou que a medida pode provocar impactos semelhantes aos registrados no primeiro tarifaço, incluindo a perda de empregos e de competitividade da indústria catarinense.
Segundo estudo da FIESC, Santa Catarina já deixou de gerar cerca de 7,6 mil vagas formais durante a primeira rodada de sobretaxas e a expectativa é de que o novo pacote produza efeitos semelhantes.
O governo de Donald Trump confirmou a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros em teleconferência realizada na quarta-feira (15). A ordem executiva ainda não foi publicada, mas o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) informou que a lista de produtos afetados será divulgada nas próximas horas.
Leia também: FIEMG prevê impactos do tarifaço sobre exportações mineiras para os EUA
De acordo com a FIESC, embora a tarifa nominal máxima seja reduzida de 50% para 37,5% nesta segunda fase, a mudança não representa alívio para a indústria catarinense. A tarifa efetiva sobre os produtos do estado cairá de 47,8% para 35,9%, mas concorrentes internacionais terão acesso a condições mais favoráveis.
“O impacto projetado para esta nova fase tarifária é similar aos danos que já experimentamos no primeiro tarifaço”, afirmou o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
Para o economista-chefe da entidade, Pablo Bittencourt, a redução das alíquotas esconde um cenário desfavorável, já que os principais concorrentes do Brasil enfrentarão tarifas menores no mercado americano.
Segundo o levantamento, durante o primeiro tarifaço, entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, as exportações catarinenses para os Estados Unidos recuaram 38,3%, passando de uma média mensal de US$ 141 milhões para US$ 87 milhões.
Após a suspensão das tarifas pela Suprema Corte dos EUA, as vendas iniciaram uma recuperação, impulsionadas por uma tarifa global temporária de 10%. No entanto, a FIESC estima que a nova sobretaxa poderá consolidar uma retração de aproximadamente 40% nas exportações para o mercado norte-americano.
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A entidade avalia que Santa Catarina será mais afetada do que a média nacional devido à forte participação de produtos manufaturados na pauta exportadora. Enquanto cerca de 25% das exportações brasileiras permanecerão sujeitas às tarifas, no estado esse percentual chega a 56%, o que amplia a perda de competitividade frente aos concorrentes internacionais.
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Siga o Times | CNBCA decisão dos Estados Unidos foi tomada com base na Seção 301 da legislação comercial americana. Segundo o chefe do USTR, Jamieson Greer, o governo norte-americano tentou negociar mudanças com o Brasil antes de confirmar as novas medidas. A lista oficial dos produtos atingidos ainda será publicada no Federal Register.
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) manifesta preocupação com a nova sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, no chamado “Segundo Tarifaço”. Estudo da Federação mostra que 54,5% da pauta exportadora do estado será afetada com as novas alíquotas. A medida anunciada no dia 15 confirma a recomendação inicial do órgão de comércio dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) de aumentar as tarifas.
“O tamanho do mercado americano dá aos Estados Unidos uma elevada capacidade de negociação com qualquer parceiro do mundo. Por isso, a FIESC esperava do governo federal mais empenho diplomático e técnico e menos discurso de soberania”, avalia o presidente da Federação, Gilberto Seleme.
Na avaliação da FIESC, dada a magnitude da negociação, a expectativa é de que o governo federal compreenda que este não é o momento de acionar mecanismos como o da reciprocidade tarifária, que podem agravar ainda mais a situação.
“A FIESC e a CNI mantiveram, nos Estados Unidos, esforços intensos de diplomacia empresarial para reverter a recomendação do USTR ao presidente Trump, mas a falta de humildade política do governo federal comprometeu o resultado dessa articulação”, declarou Seleme.
A FIESC salienta que o “Segundo Tarifaço” deve repetir os efeitos negativos da primeira elevação das tarifas, quando as exportações catarinenses para os EUA recuaram 38,2% e o Estado deixou de gerar cerca de 7,6 mil postos de trabalho.
As novas tarifas vão atingir 54,5% do valor das exportações de SC. Além disso, 40,3% do valor exportado pelo estado para os Estados Unidos, já estão sendo tarifadas sob a seção 232. O que resulta em apenas 5,2% das vendas aos EUA isentas de sobretaxas de qualquer natureza.
O impacto maior está concentrado em produtos estratégicos para as regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte, territórios que já enfrentam grandes desafios ao desenvolvimento.
Na visão de Seleme, o tarifaço é ruim para o Brasil e para Santa Catarina, mas também é ruim para os próprios americanos, que pagarão mais caro pelos produtos importados. “Esse é o argumento que precisa ser explorado com técnica e inteligência.”
Desde o primeiro movimento de incremento nas alíquotas, a FIESC intensificou suas ações para apoiar as indústrias na busca por novos mercados. Mais de 500 empresas foram atendidas com esse objetivo. Agora a FIESC já prepara a 2ª fase do Programa Destarifaço, com ações de apoio às indústrias impactadas pelo novo tarifaço, e seguirá mobilizada, junto ao governo do Estado, ao governo federal, ao setor produtivo e à diplomacia empresarial, para construir caminhos que preservem a competitividade da indústria, o emprego catarinense e a possibilidade de restabelecer as melhores relações entre os dois países.
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