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Repatriados 94 passageiros e tripulantes de navio afetado por hantavírus
Publicado 10/05/2026 • 20:52 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 10/05/2026 • 20:52 | Atualizado há 1 mês
- / AFP
O homem e sua esposa, ambos suíços, retornaram à Suíça após deixarem o navio MV Hondius na ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico.
Noventa e quatro dos cerca de 150 passageiros e tripulantes do Hondius, o cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, iniciaram neste domingo (10) seu retorno para casa a partir da ilha espanhola de Tenerife. A operação de repatriação entra em seu segundo e último dia na segunda-feira, quando partirão os dois últimos voos e o navio zarpará rumo aos Países Baixos.
“94 pessoas desembarcaram, de 19 nacionalidades. A operação transcorreu com total normalidade, com total segurança”, disse a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, ao fim das operações de domingo no porto de Granadilla de Abona.
A única nota preocupante do dia foram “os sintomas” apresentados por um dos franceses evacuados, segundo informou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.
A repatriação foi realizada de avião a partir do aeroporto de Tenerife Sul e por nacionalidades, 23 no total; começou com os espanhóis e estava previsto que terminasse com os americanos.
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Nesse intervalo, partiram voos para França, Países Baixos – que levou um passageiro argentino e um tripulante guatemalteco, os dois latino-americanos do navio -, Canadá, Irlanda, Turquia e Reino Unido.
Os britânicos aterrissaram neste domingo em Manchester e devem permanecer em quarentena por até 72 horas perto de Liverpool.
Na segunda-feira decolarão os dois últimos voos: um australiano e outro holandês, país de bandeira do navio, que levará os últimos removidos do navio.
As 19h (15h de Brasília) de segunda é o horário limite estabelecido para que o Hondius deixe o porto de Granadilla de Abona com destino aos Países Baixos, levando cerca de 30 tripulantes.
Durante este primeiro dia, marcado por um amplo esquema sanitário e logístico, dezenas de passageiros desembarcaram em pequenos grupos do navio, ancorado nesse porto industrial, e foram transportados em lanchas até terra antes de seguirem para o aeroporto.
“Se tudo continuar conforme o previsto (…) às 19h de segunda-feira o navio zarpará rumo aos Países Baixos”, sua base, declarou a diretora da Proteção Civil, Virginia Barcones.
O argentino repatriado Carlo Ferello minimizou a gravidade da situação vivida a bordo. O ambiente não era “preocupante, na verdade”, afirmou ao canal TN, ao destacar que, após os primeiros contágios, “não apareceram mais casos”.
“Eu estava sozinho (…), não tinha muito contato. A vida seguiu de maneira bastante normal”, acrescentou esse engenheiro aposentado, que cumprirá quarentena nos Países Baixos.
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O primeiro grupo a deixar o cruzeiro foi o dos 14 espanhóis, transportados ao aeroporto em ônibus especiais da Unidade Militar de Emergências (UME), adaptados com separação sanitária.
Após serem desinfectados e trocarem seus trajes de proteção, eles voaram para Madri e foram internados em um hospital militar para cumprir quarentena.
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Seguir no GoogleO diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, presente em Tenerife, destacou a cooperação entre os países e reiterou que “o risco atual para a saúde pública continua sendo baixo”.
Segundo as autoridades sanitárias, os passageiros permanecem majoritariamente assintomáticos, embora tenham sido classificados como “contatos de alto risco” e devam cumprir quarentena ao chegarem ao destino.
Com exceção dos americanos, que não serão necessariamente colocados em quarentena, uma decisão que envolve riscos, avaliou o diretor-geral da OMS.
“Isso não é covid”, justificou Jay Bhattacharya, diretor interino dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, pedindo à população que mantenha a calma.
O último balanço da OMS contabiliza seis casos confirmados entre oito suspeitos, incluindo três mortos – dois passageiros holandeses e uma alemã – por esse vírus raro, para o qual não existe vacina.
O Hondius, que havia partido em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, permanece ancorado sem atracar, a pedido das autoridades regionais das Ilhas Canárias, que manifestaram rejeição à operação por motivos de segurança sanitária.
No entanto, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, defendeu a operação, destacando que a Espanha “responderá com exemplaridade e eficácia” em uma crise que volta a colocar o país sob atenção internacional.
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