Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Tarifaço: mel orgânico fica de fora; setor celebra decisão, mas defende fim das taxações
Publicado 16/07/2026 • 14:10 | Atualizado há 31 minutos
Nvidia apresenta novo modelo de I.A e amplia ecossistema de inteligência artificial física no Japão
TSMC vai investir mais US$ 100 bilhões no Arizona após lucro saltar 77% no segundo trimestre
Lucros recordes em Wall Street levam Europa a rever regras para impulsionar seus bancos
Executivo veterano da Amazon deixa a AWS após 18 anos
Queda das ações da IBM abre espaço para estratégia diferenciada com opções
Publicado 16/07/2026 • 14:10 | Atualizado há 31 minutos
KEY POINTS
Unsplash
O mel orgânico certificado brasileiro ficou de fora da sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O produto integra a lista de mais de 2 mil itens que foram oficialmente isentos da medida anunciada pelo governo norte-americano. A decisão foi recebida com alívio e comemorada pelo setor exportador.
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o presidente da Associação Brasileira das Empresas Exportadoras de Mel (Abemel), Renato Azevedo, afirmou que o setor celebrou a isenção, mas ressaltou que o cenário ideal seria a inexistência de qualquer tarifa.
“Recebemos com muita alegria essa notícia de que estamos numa lista de exclusão. Evidente que a gente precisa ponderar isso porque, na verdade, não deveria nem haver lista de exclusão; não deveria haver taxação”, afirmou.
Leia também: EUA confirmam tarifa, mas preservam setores estratégicos
Apesar da isenção, Azevedo defende que as negociações entre Brasil e Estados Unidos devem prosseguir para eliminar completamente a medida. Segundo ele, a tarifa não encontra justificativa do ponto de vista técnico nem econômico.
Na avaliação do presidente da Abemel, a própria balança comercial entre os dois países demonstra a fragilidade dos argumentos para a adoção das tarifas.
Ele destaca que a relação comercial é deficitária para o Brasil, o que significa que os Estados Unidos registram superávit nas trocas comerciais bilaterais.
“A relação com os Estados Unidos é deficitária para o lado do Brasil. Se os Estados Unidos tivessem uma relação comercial com outros países igual à que têm com o Brasil, seria muito vantajosa para eles”, afirmou.
Leia também: Tarifa de 25% reduz competitividade e exige negociação para preservar comércio bilateral, diz coordenadora da FIEMG
Segundo Azevedo, o setor entrou nas negociações convencido de que havia fundamentos sólidos para defender a exclusão do mel orgânico da lista de produtos tarifados.
O principal argumento apresentado às autoridades norte-americanas foi a dependência dos Estados Unidos em relação ao produto brasileiro. O país é o maior consumidor de mel orgânico do mundo, mas não possui capacidade nem escala de produção suficientes para abastecer o próprio mercado.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“O Brasil é o único país capaz de fornecer mel orgânico na escala que os Estados Unidos necessitam. Eles não produzem mel orgânico e não têm condições para isso por conta das especificidades exigidas para esse tipo de produção”, explicou.
Além disso, o dirigente lembra que a produção norte-americana de mel vem enfrentando queda, tornando ainda mais relevante o fornecimento brasileiro. Na avaliação da entidade, uma sobretaxa elevaria diretamente o preço pago pelo consumidor americano, resultado contrário ao discurso do próprio governo dos Estados Unidos.
Leia também: Tarifaço amplia desafios do agro e reforça necessidade de negociação, diz ex-ministro da agricultura
A Abemel afirma que participou de todas as etapas do processo de discussão da medida tarifária. A entidade esteve presente nas audiências realizadas no início do ano e também nas reuniões promovidas em julho.
O trabalho contou com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e de um escritório contratado nos Estados Unidos.
Segundo Azevedo, os argumentos foram apresentados ao Tesouro norte-americano, além de parlamentares e integrantes do governo.
“Apresentamos os argumentos para os entes do governo americano, para o Tesouro, deputados e senadores. Todos eles concordaram que, no caso do mel, realmente essa taxação não fazia sentido”, afirmou.
Leia também: EUA detalham acusações contra o Brasil para justificar tarifa de 25%; veja quais são
Embora o setor acreditasse na força dos argumentos técnicos apresentados, a decisão final era cercada de incertezas. Para o presidente da Abemel, uma das principais características da administração do presidente Donald Trump é justamente a “imprevisibilidade “na condução das políticas comerciais, o que manteve o segmento em estado de expectativa até a divulgação oficial da lista de exceções.
“Apesar de termos feito todo esse trabalho e estarmos muito confiantes, a principal marca desse governo Trump é a imprevisibilidade. Não sabíamos exatamente o que poderia acontecer. Estávamos confiantes, mas também apreensivos”, afirmou.
Com a confirmação da isenção, o setor considera que prevaleceram os argumentos técnicos e econômicos apresentados ao governo dos Estados Unidos, mas reforça que continuará defendendo o fim das tarifas impostas aos produtos brasileiros.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Petrobras entra em ação para tentar evitar recuperação judicial da Braskem; entenda
2
EXCLUSIVO: Fleury assume divisão de testes de oncologia de precisão da Roche
3
Morre o jornalista Renato Machado, aos 83 anos
4
EUA confirmam tarifa de 25% contra produtos brasileiros; investigação da USTR acusa Brasil de “práticas desleais”
5
Hapvida perdeu 91 mil beneficiários somente em 2026 enquanto setor de saúde volta a crescer