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Rússia boicota WhatsApp e Telegram: o que sabemos até então?
Publicado 12/02/2026 • 15:10 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 12/02/2026 • 15:10 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Divulgação Telegram.
A carteira TON é integrada ao Telegram.
A Rússia anunciou nesta quinta-feira (12) que bloqueou o WhatsApp por suposto descumprimento da legislação russa, poucos dias após restringir o acesso ao serviço rival de mensagens Telegram pelo mesmo motivo.
Há meses, Moscou tenta direcionar os usuários para o Max, um serviço de mensagens doméstico que não possui criptografia de ponta a ponta e que ativistas classificam como uma potencial ferramenta de vigilância. Críticos afirmam que as restrições fazem parte de uma campanha mais ampla das autoridades russas para reforçar o controle sobre o uso da internet e monitorar com mais facilidade os cidadãos online.
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O WhatsApp, que tem mais de 100 milhões de usuários na Rússia, pertence à gigante de tecnologia norte-americana Meta. O aplicativo foi o serviço de mensagens mais popular entre russos com 25 anos ou mais em 2023, enquanto o Telegram era mais popular entre jovens, segundo reportagem do portal russo RBK.
A Rússia anunciou em agosto do ano passado que estava bloqueando chamadas em ambos os aplicativos, acusando-os de facilitar crimes. Desde então, passou a reduzir progressivamente a velocidade do WhatsApp e, em novembro, anunciou que baniria totalmente a plataforma caso ela não cumprisse a legislação russa.
O governo russo exigiu que ambos os mensageiros forneçam acesso a dados quando solicitados pelas autoridades para investigações de fraude e de atividades que o país classifica como “terroristas”. Defensores dos direitos civis temem que isso amplie o aparato de vigilância do Estado russo e possa ser usado para atingir críticos do Kremlin, do presidente Vladimir Putin ou da guerra na Ucrânia.
O WhatsApp informou na quarta-feira (11) que a Rússia finalmente “tentou bloquear totalmente” o serviço, o que foi confirmado pelo Kremlin hoje (12). Usuários de VPN na Rússia aparentemente continuam conseguindo contornar a proibição.
Fundado pelo empresário russo, Pavel Durov, é o serviço de mensagens mais popular no país, com mais de um bilhão de usuários ativos mensais em todo o mundo. O órgão regulador da internet na Rússia anunciou na terça-feira (10) que estava reduzindo a velocidade de acesso ao aplicativo, acusando-o de não cumprir a legislação. Não estava claro se a Rússia planeja banir completamente a plataforma.
Autoridades russas, incluindo Kremlin, ainda utilizam o aplicativo para divulgar comunicados, e ele é o principal canal de blogueiros militares pró-governo que comentam a guerra na Ucrânia.
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Siga o Times | CNBCAlguns alertaram que bloquear o aplicativo prejudicaria as comunicações na linha de frente e em territórios ocupados pela Rússia.
Durov, que atualmente vive fora da Rússia, classificou as restrições do Kremlin como “uma tentativa de forçar seus cidadãos a migrar para um aplicativo controlado pelo Estado, construído para vigilância e censura política”.
Ele já entrou em conflito com as autoridades russas anteriormente. Foi forçado a deixar a rede social VK, que fundou, uma espécie de versão russa do Facebook, sob pressão das autoridades. A Rússia passou dois anos tentando bloquear o Telegram, mas, sem conseguir restringir o acesso ou conter o crescimento do serviço, suspendeu a proibição em 2020.
Leia também: Rússia anuncia restrições ao Telegram por “violação” da lei; entenda
Lançado no ano passado pela gigante russa de redes sociais VK, o Max foi promovido como um “super aplicativo”, capaz de fazer desde acessar serviços governamentais até pedir uma pizza, de forma semelhante ao WeChat ou Alipay, da China.
O aplicativo tem sido recebido com ceticismo por parte dos russos. Alguns disseram à AFP que foram obrigados por seus empregadores a baixá-lo.
Diferentemente do WhatsApp, o Max aparentemente não possui criptografia de ponta a ponta, o que significa que as mensagens não são codificadas durante o envio entre remetente e destinatário e poderiam, em tese, ser armazenadas pelo Estado.
Sarkis Darbinyan, cofundador da ONG de direitos digitais Roskomsvoboda, afirmou à AFP no ano passado que transferir usuários para o Max também poderia permitir que as autoridades limitassem informações que não desejam que os cidadãos vejam.
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