Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Associação Brasileira do Alumínio critica aumento de tarifas dos EUA e pede reação estratégica
Publicado 04/06/2025 • 13:04 | Atualizado há 11 meses
CEO da Allegiant defende modelo de baixo custo após conclusão da compra da Sun Country
Jamie Dimon alerta que JP Morgan pode repensar nova sede em Londres caso Starmer deixe cargo de premiê do Reino Unido
Juros dos Treasuries recuam após inflação acima do esperado nos EUA
SoftBank registra ganho de US$ 46 bilhões com aposta bilionária na OpenAI
Google acelera integração do Gemini ao Android antes de nova ofensiva de IA da Apple
Publicado 04/06/2025 • 13:04 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Alumínio.
Pixabay.
A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) manifestou, nesta quarta-feira (4), preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de dobrar a tarifa de importação sobre produtos de alumínio, passando de 25% para 50%.
A medida, publicada na véspera, tem aplicação global, com exceção temporária ao Reino Unido, que seguirá pagando 25% até, pelo menos, 9 de julho, enquanto finaliza um acordo bilateral.
Leia mais:
Reino Unido foi poupado das tarifas de 50% sobre o aço de Trump
A ABAL cita que a decisão ocorre em um momento de instabilidade crescente no comércio internacional, marcado por disputas comerciais, reconfigurações geopolíticas e incertezas para a indústria de base. “Mais do que uma decisão isolada, o anúncio reflete uma nova realidade global, na qual a volatilidade se torna uma constante e impõe riscos adicionais às cadeias produtivas”, diz em nota.
A associação ainda defende uma reação “estratégica e calibrada” por parte do Brasil. Entre as propostas, estão o fortalecimento de instrumentos de defesa comercial, ajustes tarifários contra práticas desleais e desvios de comércio, além de uma estratégia nacional de longo prazo para reposicionar o país nas cadeias globais do alumínio.
“O verdadeiro ganho está em consolidar uma cadeia resiliente, menos exposta às oscilações externas e capaz de transformar recursos em valor agregado para o país”, destacou a entidade.
Segundo a associação, o Brasil possui ativos estratégicos relevantes no setor: é dono da 4ª maior reserva de bauxita do mundo, da 3ª maior produção global de alumina e conta com uma cadeia verticalizada, com destaque para a alta taxa de reciclagem e uso crescente de energia limpa.
Dados da ABAL ainda mostram que, em 2024, os EUA foram destino de 16,8% das exportações brasileiras de alumínio, principalmente chapas e folhas. Além disso, estima-se que até 90% do alumínio primário produzido nos EUA tenha o DNA brasileiro. A entidade considera que essa complementaridade deveria ser levada em conta em eventuais negociações bilaterais.
A ABAL afirmou que segue dialogando com o governo brasileiro e autoridades internacionais para “assegurar condições justas de competição e garantir o reconhecimento do papel estratégico do alumínio nacional na economia de baixo carbono”.
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
2
Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores
3
Rombo contábil de R$ 5 bilhões na Aegea afeta Itaúsa e adia planos de IPO
4
Como gigantes do e-commerce pressionaram o Elo7? Entenda o que aconteceu
5
Ex-jogador de vôlei e ex-ESPN está entre sócios da Naskar, fintech que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes