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Dados oficiais contradizem Trump e apontam que EUA têm superávit comercial com o Brasil
Publicado 10/07/2025 • 09:42 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 10/07/2025 • 09:42 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) contradizem a justificativa apresentada por Donald Trump para a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Na carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente dos Estados Unidos afirmou que há um “desequilíbrio injusto” na balança comercial bilateral, supostamente em favor do Brasil. No entanto, os números oficiais mostram o contrário.
Em 2024, o Brasil exportou um recorde de US$ 40,3 bilhões para os Estados Unidos. Apesar disso, o saldo da balança comercial foi negativo para os brasileiros: um déficit de US$ 253 milhões. Em 2025, o desequilíbrio aumentou. De janeiro a junho, o Brasil acumulou um déficit de US$ 1,67 bilhão na relação com os EUA. Desde 2009, o déficit total brasileiro com os americanos é de mais de US$ 90 bilhões.

“Os dados mostram que os Estados Unidos sempre levaram vantagem nessa relação”, comentou Rodrigo Loureiro, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Quando Trump afirma que o Brasil tem uma vantagem, ele se confunde. Contra números não há argumentos”, completou.
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Entre os principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA em 2024 estão petróleo bruto (US$ 5,8 bilhões), lingotes de ferro (US$ 3,5 bilhões), aeronaves (US$ 2,7 bilhões) e café (quase US$ 2 bilhões). No entanto, mesmo esses setores podem ser duramente afetados pela nova tarifa.
O setor aeronáutico, por exemplo, está atento ao impacto da medida. Em fevereiro deste ano, antes do anúncio da tarifa, a Embraer fechou um contrato de US$ 7 bilhões com a americana Flexjet. Ainda não se sabe se a nova taxação será aplicada de forma retroativa, o que pode comprometer os termos do acordo.
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