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Estudo da FGV mostra que impacto do tarifaço varia entre regiões e pode acentuar desigualdades
Publicado 01/08/2025 • 15:21 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 01/08/2025 • 15:21 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Daniel Torok/Casa Branca/Flickr.
A adoção de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre a maioria dos produtos exportados pelo Brasil não terá efeitos homogêneos entre as regiões do país. A conclusão está em um estudo conduzido pelos pesquisadores Flávio Ataliba Barreto e Thiago Freitas, da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), com foco nos impactos regionais da medida.
Segundo o levantamento, o impacto regional será determinado por fatores como o peso das exportações aos EUA na economia local, o tipo de bem exportado e o perfil da mão de obra envolvida.
Barreto explicou que regiões que concentram sua pauta exportadora em produtos de baixo valor agregado e com uso intensivo de trabalho pouco qualificado tendem a sentir mais os efeitos da nova tarifa.
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O estudo analisou dois cenários: um inicial, sem qualquer isenção tarifária, e outro posterior, que considera a lista de produtos excluídos da alíquota de 50%, divulgada pela Casa Branca no fim de julho.
No primeiro cenário, o Nordeste aparece como a região mais vulnerável. Produtos como frutas frescas, pescados, calçados e têxteis estão entre os principais itens da pauta regional e permaneceram sujeitos à nova tarifa. De acordo com o estudo, esses setores operam com margens estreitas e geram ocupação em regiões de baixa renda e informalidade elevada.
A situação do Norte também é considerada delicada. O Amazonas, com suas exportações ligadas à Zona Franca de Manaus, e estados como o Amapá e o Acre, com pautas voltadas a produtos florestais e minerais, permanecem expostos à medida.
No Sul, a maior parte da pauta exportadora está concentrada em calçados, móveis e bens industriais, setores que também ficaram de fora das isenções. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentaram os menores percentuais de produtos isentos da nova alíquota.
O Sudeste, apesar de concentrar o maior volume de exportações para os EUA, tem economia mais diversificada. O Rio de Janeiro foi beneficiado pelas isenções, principalmente devido à inclusão do petróleo leve na lista. Já São Paulo, com foco em manufaturas e bens industriais, manteve ampla exposição às tarifas.
O Centro-Oeste foi identificado como a região menos afetada. A pauta exportadora é baseada em commodities agroindustriais como carnes e celulose, produtos contemplados nas isenções. A baixa dependência dos EUA e a diversificação dos destinos comerciais explicam a menor vulnerabilidade da região.
Os autores recomendam políticas públicas regionais para mitigar os impactos. Barreto defendeu a criação de um mecanismo de compensação fiscal direcionado a setores mais afetados. Também propôs o fortalecimento de estratégias de diversificação de mercados e reconversão produtiva regional.
Para os pesquisadores, medidas de curto prazo devem ser acompanhadas de ações estruturais que ampliem a resiliência econômica das regiões mais vulneráveis, reforçando que a desigualdade regional na resposta ao tarifaço reforça a necessidade de integrar a dimensão territorial à política comercial brasileira.
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