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Governo avalia que pressão dos EUA sobre o Brasil tem digital de Trump
Publicado 04/06/2026 • 11:56 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 04/06/2026 • 11:56 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
White House/Daniel Torok | Ricardo Stuckert/PR
O governo Lula mudou sua avaliação sobre a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas medidas comerciais anunciadas contra o Brasil.
Inicialmente, a diplomacia brasileira trabalhava com a hipótese de que as propostas haviam partido de setores mais ideológicos da administração americana, especialmente da área comandada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, sem o envolvimento direto de Trump. Com esse diagnóstico, integrantes do governo acreditavam que haveria espaço para negociação e eventual reversão das medidas.
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Nos últimos dias, porém, o Palácio do Planalto passou a considerar que as iniciativas contam com o respaldo do presidente americano. Com isso, o governo praticamente descarta a possibilidade de os Estados Unidos recuarem na intenção de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas ou na proposta de impor tarifas adicionais de até 12,5% relacionadas ao combate ao trabalho forçado.
Ainda assim, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apostam que o grupo de trabalho criado para discutir o tema poderá evitar a adoção da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.
A mudança de avaliação foi motivada por dois fatores. O primeiro foi o anúncio de uma segunda proposta tarifária, que surpreendeu o governo brasileiro.
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Siga o Times | CNBCNa terça-feira (2), o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 10% a 12,5% sobre produtos do Brasil e de outras 59 economias. Segundo o órgão, os países teriam falhado em adotar medidas eficazes para combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
A proposta foi apresentada um dia após o próprio USTR sugerir a aplicação de tarifas de 25% sobre todas as importações brasileiras. O órgão é comandado pelo embaixador Jamieson Greer.
O segundo fator que levou o governo a rever sua análise foi a divulgação, por Trump, de uma fotografia ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O encontro ocorreu na semana passada, no Salão Oval da Casa Branca.
A imagem foi publicada por Trump nas redes sociais na terça-feira (2), poucas horas após o anúncio das novas medidas comerciais. Na mensagem, o presidente americano elogiou o senador brasileiro. “Foi muito bom receber Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca. Um jovem inteligente que ama muito seu país, o Brasil”, escreveu Trump.
Nos bastidores do governo brasileiro, a publicação foi interpretada como mais um sinal de que as decisões recentes envolvendo o Brasil têm respaldo direto da Casa Branca e não apenas de integrantes da ala ideológica da administração americana.
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