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Presidente do BC Europeu propõe euro como alternativa ao dólar em um mundo “se fragmentando”
Publicado 26/05/2025 • 12:54 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 26/05/2025 • 12:54 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Christine Lagarde, Presidente do Banco Central Europeu.
World Economic Forum/Jakob Polacsek
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta segunda-feira (26) que a ordem econômica global apoiada pelo dólar americano estava “se fragmentando” e defendeu o euro como moeda de reserva global.
“A economia global prosperou sobre uma base de abertura e multilateralismo sustentada pela liderança dos EUA”, disse Lagarde em um discurso na Escola Hertie, em Berlim.
O apoio de Washington a um sistema internacional baseado em regras e ao dólar como moeda de reserva “preparou o cenário para o florescimento do comércio e a expansão das finanças”.
A persistência dessa ordem econômica liderada pelos EUA nos últimos 80 anos “se mostrou imensamente benéfica para a União Europeia”. “Mas hoje está se fragmentando”, disse ela, em uma aparente referência às tensões comerciais globais alimentadas pela ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas abrangentes a parceiros-chave.
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“A cooperação multilateral está sendo substituída pelo pensamento de soma zero e por jogos de poder bilaterais. A abertura está dando lugar ao protecionismo.”
A recente turbulência também ameaçava “o papel dominante do dólar americano”, disse. A desintegração da ordem econômica global “representaria riscos para a Europa”, disse Lagarde.
“Qualquer mudança na ordem internacional que leve à redução do comércio mundial ou à fragmentação em blocos econômicos será prejudicial à nossa economia”, disse ela.
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Siga o Times | CNBCMas a desvalorização do dólar americano também poderia “abrir caminho para que o euro desempenhe um papel internacional mais relevante”.
Aumentar o papel internacional do euro reduziria os custos de empréstimos para os Estados-membros da UE, isolaria o bloco das flutuações cambiais e “permitiria à Europa controlar melhor seu próprio destino”, disse Lagarde.
Para que isso aconteça, a União Europeia precisaria de um “compromisso firme com a abertura comercial” e de reforçar sua posição com capacidades de segurança suficientes. Também precisaria fortalecer sua economia e defender o Estado de Direito, disse ela.
“Este não é um privilégio que simplesmente nos será dado. Temos que conquistá-lo.”
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