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Semana decisiva no mundo: negociações comerciais com Trump se aproximam
Publicado 27/07/2025 • 08:05 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 27/07/2025 • 08:05 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
REUTERS/Jonathan Ernst
Presidente norte-americano Donald Trump
Muita gente concorda que o noticiário tem sido intenso em 2025, mas algumas pautas parecem aquelas histórias que nunca acabam, como no filme “Feitiço do Tempo”.
No começo deste mês, escrevi sobre o dilema na redação de como abordar o então prazo das negociações comerciais do presidente Trump, marcado para 9 de julho. Agora, no fim do mês, estamos praticamente no mesmo ponto — só que, desta vez, todo mundo está de olho no dia 1º de agosto.
E por quê? Mais uma vez, é o prazo para países do mundo inteiro tentarem acertar uma trégua comercial com os Estados Unidos, com a União Europeia sendo o principal foco do momento.
A semana ficou ainda mais difícil de prever, já que EUA e China vão se reunir em Estocolmo na segunda (28) e terça-feira (29) — o que pode complicar ainda mais as coisas para a Europa.
Um acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia parecia estar por um fio, segundo reportagem de Silvia Amaro, da CNBC. Fontes da UE disseram que a tarifa-base de 15% é o cenário mais provável. Essas notícias impulsionaram as bolsas tanto na Europa quanto nos EUA na semana passada.
Já na sexta-feira (25), Trump disse para os jornalistas que as chances de sair um acordo eram só de “50%”.
Como explicou Holly Ellyatt, também da CNBC, a União Europeia está com seu chamado “bazuca comercial” — ou Instrumento Anticoerção — pronto para usar, caso um acordo não seja fechado até o prazo de agosto.
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As empresas estão pressionando por um acordo, aumentando a cobrança para que a União Europeia resolva logo essa incerteza. Gigantes como Puma, Volkswagen, Michelin e outras reduziram suas projeções, apontando o impacto das tarifas e o peso das restrições nos seus negócios.
Nesta semana, o mercado vai acompanhar de perto mais uma rodada de balanços de grandes empresas europeias, como os bancos UBS, Santander e Standard Chartered, a fabricante de bebidas Heineken, a farmacêutica AstraZeneca e a gigante de energia Shell, entre outras.
No campo dos dados econômicos, saem na quarta-feira (30) as taxas de crescimento do PIB da França, Espanha, Alemanha e Itália, o que deve dar um panorama dos efeitos dessa instabilidade no mercado europeu.
Na semana passada, diante do cenário complicado, o Banco Central Europeu decidiu manter a taxa básica em 2%, adotando uma postura mais cautelosa. Segundo a presidente Christine Lagarde, o BCE está “num bom momento para esperar e observar como os riscos vão se desenrolar nos próximos meses”.
Por isso, a sexta-feira, 1º de agosto, promete ser decisiva para investidores, empresas — e também para as redações dos jornais… pelo menos até que deixe de ser.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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