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Trump admite que a guerra contra o Irã pesou na derrota republicana, mas diz que faria de novo, afirma Wall Street Journal
Publicado 04/11/2026 • 08:20 | Atualizado há 11 minutos
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Publicado 04/11/2026 • 08:20 | Atualizado há 11 minutos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). Apesar disso, defendeu a ofensiva militar e afirmou que tomaria novamente a mesma decisão.
Em entrevista à Fox News, Trump disse que os eleitores provavelmente não estavam dispostos a aceitar o aumento temporário dos preços da gasolina provocado pelo conflito. Segundo ele, porém, os americanos compreenderam a importância da ação militar contra o Irã.
Segundo o Wall Street Journal, o presidente voltou a reconhecer o impacto da guerra sobre os republicanos, mas negou estar arrependido. “Fiz a coisa certa. Faria de novo”, afirmou.
Leia também: Midterms nos EUA: quais setores da economia brasileira podem ser afetados por uma vitória democrata?
A guerra começou em fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O conflito provocou interrupções no fornecimento de petróleo e pressionou os preços dos combustíveis, um dos temas explorados pelos democratas durante a campanha eleitoral.
Trump reconheceu que a alta da gasolina prejudicou os candidatos republicanos, mas também atribuiu parte da derrota ao fato de não estar disputando a eleição.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“O maior problema é que eu não estava nas urnas”, declarou ao jornal.
Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, segundo projeções da CNN. O partido assumirá a maioria nas duas casas em janeiro de 2027.
Apesar da derrota republicana, Trump afirmou que aceitará o resultado das eleições e demonstrou disposição para negociar com a oposição.
Em entrevista à Fox News, o presidente disse, porém, que pretende vetar propostas democratas com as quais não concordar.
Segundo Trump, depois de alguns meses de vetos, os parlamentares poderão procurá-lo para negociar acordos.
Com o controle do Congresso, os democratas terão mais espaço para investigar decisões do governo e dificultar a aprovação de propostas do presidente. Trump, por sua vez, continuará com o poder de vetar projetos aprovados pelas duas casas.
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