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Trump desafia Suprema Corte e promete medidas comerciais “terríveis” após derrota no Judiciário
Publicado 23/02/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 23/02/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que a decisão da Suprema Corte que derrubou suas tarifas globais acabou ampliando seus poderes para agir na área comercial. Em publicação na Truth Social, o republicano escreveu que a “suprema corte” (grafada por ele em minúsculas) lhe deu “muito mais poderes e força” do que tinha antes, classificando a sentença como “ridícula, estúpida e altamente divisiva”.
Segundo o presidente, ele poderá recorrer a licenças para fazer coisas “absolutamente ‘terríveis'” contra países estrangeiros, especialmente os que “vêm NOS PASSANDO PARA TRÁS há muitas décadas”. Trump criticou o fato de, conforme sua leitura, não poder cobrar taxas associadas a essas autorizações, questionando abertamente por que os Estados Unidos estariam impedidos de realizar tal cobrança.
Trump também afirmou que a Corte “aprovou todas as outras Tarifas”, que agora poderão ser usadas de maneira “muito mais poderosa e irritante, com segurança jurídica”, em comparação às medidas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), que foram invalidadas por um placar de 6 votos a 3.
Leia também: China reage a tarifas dos EUA e promete monitorar novas medidas
A decisão da Suprema Corte concluiu que a IEEPA não autoriza o presidente a impor tarifas, reforçando que a Constituição atribui ao Congresso o poder de instituir tributos. O julgamento colocou em xeque mais de USS 133 bilhões já arrecadados com as medidas protecionistas.
Na mesma publicação, Trump mencionou a 14ª Emenda, adotada após a Guerra Civil, afirmando que ela foi escrita para proteger os “bebês de escravos” e que o tribunal poderá decidir “a favor da China” em temas como cidadania por nascimento. Ele encerrou atacando o tribunal por tomar “decisões tão ruins e prejudiciais ao futuro da nossa Nação”, declarando que, apesar disso, ainda tem “um trabalho a fazer”.
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