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Trump prepara novo pacote de tarifas após derrota na Suprema Corte dos EUA
Publicado 22/07/2026 • 15:36 | Atualizado há 22 horas
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Publicado 22/07/2026 • 15:36 | Atualizado há 22 horas
KEY POINTS
Foto: AFP
O governo dos Estados Unidos, deve anunciar nos próximos dias um novo pacote de tarifas para substituir as alíquotas temporárias de 10% que expiram na sexta-feira (24).
A medida faz parte da estratégia da Casa Branca para recompor a arrecadação prevista com as tarifas globais derrubadas pela Suprema Corte e amplia a incerteza sobre o cenário do comércio internacional.
As tarifas temporárias foram adotadas após a decisão da Suprema Corte, em fevereiro, que invalidou as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump.
Desde então, o governo passou a recorrer a outros instrumentos legais, principalmente investigações conduzidas com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos.
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Uma dessas investigações, que abrange 60 economias e afeta mais de 90% do comércio americano, já foi concluída. A proposta prevê tarifa de 10% para países considerados insuficientemente rigorosos no combate ao trabalho forçado, grupo que inclui Canadá, União Europeia, México, Camboja e Malásia. China, Coreia do Sul e Japão seriam submetidos a uma tarifa de 12,5%.
Embora essas tarifas devam substituir as alíquotas temporárias, especialistas avaliam que pode haver um curto intervalo até sua implementação, já que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) ainda analisa cerca de 1,5 mil manifestações recebidas durante a consulta pública.
A expectativa do mercado, contudo, é de que a adoção das novas medidas ocorra rapidamente.
Segundo estimativas do Yale Budget Lab, as tarifas globais originalmente anunciadas por Trump poderiam gerar US$ 2,3 trilhões em receitas ao longo de dez anos.
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Siga o Times | CNBCCom a substituição pelas tarifas relacionadas ao trabalho forçado, a projeção caiu para cerca de US$ 2 trilhões.
Analistas também esperam novas medidas tarifárias nos próximos meses. Brooks Allen, ex-assessor jurídico do USTR e sócio do escritório Skadden Arps, avalia que o governo utilizará sucessivas investigações da Seção 301 para reconstruir gradualmente um regime tarifário semelhante ao existente antes da decisão da Suprema Corte.
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Entre as iniciativas em andamento estão uma investigação sobre excesso de capacidade produtiva, direcionada principalmente à China, e um projeto em tramitação no Congresso que autorizaria o presidente a impor tarifas secundárias aos cinco maiores compradores de petróleo russo, entre eles Japão e França.
Apesar disso, especialistas consideram improvável que novas medidas sejam anunciadas antes do encontro previsto entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, no fim de setembro.
A preocupação com a inflação e com a alta dos preços dos combustíveis em meio ao conflito envolvendo o Irã também pode levar a Casa Branca a adiar parte das novas tarifas.
Enquanto isso, Trump mantém a pressão comercial. Nesta quarta-feira (22), entraram em vigor tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros.
O presidente americano também voltou a ameaçar impor tarifas de 100% sobre medicamentos genéricos a partir de 2028 para empresas que não transferirem sua produção para os Estados Unidos e anunciou tarifas de 50% sobre produtos canadenses.
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