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Trump se aproxima de Putin, pressiona Índia e se afasta da China; Mariana Almeida analisa
Publicado 21/08/2025 • 10:30 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 21/08/2025 • 10:30 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, têm adotado estratégias de negociação que reforçam sua política externa ao estreitar laços com Vladimir Putin, manter distância da China e intensificar a pressão sobre a Índia, que avalia sobretaxar o petróleo russo em meio a ameaças de novas tarifas norte-americanas.
Segundo Mariana Almeida, analista do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, essas jogadas políticas são parte de um método que pode ter como objetivo causar caos e se organizar. “Essa é uma estratégia de manter o tabuleiro geopolítico sempre bagunçado. Na prática, isso impede a formação de blocos sólidos, como acontecia no século XX. É uma estratégia muito mais do século XXI: em vez de buscar hegemonia agregando países em torno dos EUA, Trump passa a coordenar relações bilaterais de ataque, evitando que surjam outras coordenações entre nações.”, explica ela.
Além disso, Mariana destaca que a cadeia de mercado dos EUA vai além da simples lógica de compra e venda. O fluxo de dinheiro ocorre em várias direções: não apenas pelas exportações, mas também pelos lucros e dividendos que as multinacionais americanas remetem às suas matrizes, o que explica o expressivo aumento de renda do país nos últimos anos.
“O sistema financeiro global depende fortemente do dólar, o que gera fluxo constante de recursos para a dívida pública americana. Ou seja, a forma como os EUA se beneficiam das relações comerciais é mais complexa do que a narrativa simples de “compra de mim para eu ganhar mais”, pontua.
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A política energética dos Estados Unidos tem efeitos que vão muito além do consumo doméstico. Segundo Mariana Almeida, analista do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a narrativa simplificada de Trump e Scott Bessent é direcionada ao público, mas a estratégia real é mais complexa, envolvendo interesses geopolíticos e econômicos simultaneamente.
Ela explica que o objetivo central de Trump é manter o petróleo como a matriz principal de energia americana, mas com preços baixos. Isso funcionaria como um mecanismo para conter a inflação, mesmo com tarifas que encarecem produtos importados, criando um alívio indireto no bolso do consumidor.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, Mariana aponta que a pressão sobre a Índia não é apenas para aumentar a exportação de petróleo. A medida tem uma segunda camada estratégica: desestabilizar a relação Índia-Rússia e limitar a autonomia de Nova Délhi em suas decisões energéticas e geopolíticas.
“A narrativa simplificada, que Trump e Bessent usam, passa fácil para o público. Mas o tabuleiro é mais profundo.” , diz Mariana Almeida, analista do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo a especialista, a lógica norte-americana é restabelecer um mundo “radial”, em que todos os países se posicionem em torno dos EUA, em vez de manter múltiplas conexões paralelas que poderiam desafiar sua hegemonia.
“Trump tem uma estratégia central: manter o petróleo como matriz principal de energia, mas com preços baixos. Isso ajuda a segurar a inflação. É o antídoto dele: mesmo com tarifas que encarecem importados, o alívio vem da energia barata.”, finaliza.
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