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“Não conseguem comer nem acender as luzes”, diz Trump sobre Cuba
Publicado 19/05/2026 • 17:06 | Atualizado há 11 minutos
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Publicado 19/05/2026 • 17:06 | Atualizado há 11 minutos
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (19) que Cuba vive uma situação de colapso e declarou que o país “precisa de ajuda”, em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Washington e Havana. Durante evento na Casa Branca, o republicano classificou a ilha como uma “nação fracassada” e afirmou que o governo cubano teria procurado os EUA recentemente. “Cuba está nos procurando. Eles precisam de ajuda. Cuba é uma nação fracassada”, disse.
Ao comentar a situação interna da ilha, Trump afirmou que a população cubana enfrenta dificuldades severas e voltou a reforçar o discurso de crise humanitária no país. “Eles não conseguem acender as luzes. Não conseguem comer. Nós não queremos ver isso”, declarou o presidente americano. A fala elevou o tom das críticas da Casa Branca ao governo cubano em meio à escalada das tensões bilaterais.
Questionado sobre a possibilidade de uma ação militar contra Cuba ou de uma mudança de regime em Havana, Trump evitou assumir posição direta, mas voltou a atacar duramente as autoridades cubanas. “Tem sido um regime duro. Eles mataram muitas pessoas”, afirmou.
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Apesar disso, o republicano sinalizou acreditar em uma possível saída diplomática para a crise entre os dois países. Perguntado se considera possível um acordo com Cuba, respondeu de forma direta: “Acho que sim. Acho que sim.”
Trump também afirmou ter simpatia pelos cubanos e pelos cubano-americanos, especialmente os que vivem em Miami. Segundo ele, muitos sofreram perseguições e perdas familiares ao longo das últimas décadas. “Eles foram tratados muito, muito mal. Foram tratados extremamente mal e nós vamos resolver isso”, declarou.
O presidente americano acrescentou ainda que acredita ter recebido cerca de 97% dos votos dos cubano-americanos nas eleições presidenciais. “Os cubanos-americanos são pessoas incríveis”, afirmou.
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As declarações de Trump ocorrem em um momento de forte aumento da pressão americana sobre Havana. Além do embargo econômico em vigor desde 1962, os Estados Unidos adotaram novas restrições ao fornecimento de petróleo para a ilha e aprovaram neste mês um novo pacote de sanções contra Cuba. O endurecimento das medidas ocorre em paralelo ao agravamento do discurso político entre os dois governos.
No fim de março, Trump já havia elevado o tom ao afirmar que “Cuba é a próxima”, durante discurso em que elogiava ações militares americanas na Venezuela e no Irã. Na ocasião, porém, ele não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas contra o governo cubano.
A troca de acusações ganhou novos capítulos após reportagem publicada pelo site Axios no domingo (17). Segundo o veículo, Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e estaria avaliando possíveis cenários de utilização próximos à base naval americana na Baía de Guantánamo, no leste da ilha.
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De acordo com a publicação, autoridades americanas passaram a considerar a movimentação cubana uma “ameaça crescente”. O episódio ampliou as preocupações em Washington sobre possíveis ações militares ou de vigilância próximas ao território controlado pelos EUA em Cuba.
Na segunda-feira (18), o presidente cubano Miguel Díaz-Canel reagiu às declarações vindas de Washington e afirmou que Cuba possui o direito “legítimo” de responder a um eventual ataque americano. A reação aprofundou ainda mais o clima de tensão diplomática e militar entre os dois países.
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