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UE prepara medidas para reduzir dependência da China e enfrentar desequilíbrio comercial

Publicado 29/05/2026 • 11:51 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Comissão Europeia avalia que a atual relação comercial e de investimentos com a China não é sustentável e exige ações mais firmes.
  • Déficit comercial do bloco com os chineses alcançou US$ 419 bilhões no ano passado, ampliando preocupações sobre dependência econômica.
  • Bruxelas acelera apoio à indústria europeia e busca ampliar acordos comerciais com outros parceiros para diversificar fornecedores.

A União Europeia avalia adotar uma postura mais firme diante da China para corrigir desequilíbrios comerciais e reduzir vulnerabilidades estratégicas que vêm preocupando o bloco. O tema foi discutido nesta sexta-feira (29) por representantes da Comissão Europeia, que defenderam uma resposta mais robusta diante do avanço da concorrência chinesa em setores considerados críticos para a economia europeia.

Segundo o braço Executivo da União Europeia, a relação com a China continuará sendo relevante, mas o atual modelo passou a gerar preocupações crescentes. “A China é um parceiro fundamental e o diálogo e o engajamento continuarão. Ao mesmo tempo, o estado atual da relação comercial e de investimentos não é sustentável”, afirmou a Comissão.

Pressão sobre Bruxelas

A preocupação europeia ganhou força diante do aumento do déficit comercial com a China. No ano passado, o saldo negativo do bloco alcançou US$ 419 bilhões (R$ 2,12 trilhões), reforçando os debates sobre dependência econômica e competitividade industrial.

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Durante reuniões realizadas nesta sexta-feira, os comissários europeus discutiram quais ferramentas poderão ser utilizadas para reequilibrar a relação comercial entre as duas economias.

A Comissão Europeia indicou que a estratégia permanece baseada na redução de riscos, sem romper relações comerciais com Pequim. “Nossa abordagem geral continua sendo a redução de riscos, não a desvinculação”, destacou o órgão.

Segurança e economia

Na avaliação da Comissão, os aspectos econômicos e de segurança passaram a caminhar cada vez mais juntos, exigindo novas respostas por parte do bloco.

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“À medida que os interesses econômicos e de segurança se entrelaçam cada vez mais, ambas as dimensões exigirão uma resposta mais contundente”, afirmou o Executivo europeu.

As discussões deverão servir de base para novas negociações previstas para as próximas semanas. O tema estará na pauta da próxima cúpula do G7, marcada para ocorrer na França entre 15 e 17 de junho, além de uma reunião de líderes da União Europeia programada para 18 e 19 de junho, em Bruxelas.

Apoio à indústria

Nos últimos meses, Bruxelas ampliou medidas voltadas à proteção da indústria europeia, que enfrenta crescente pressão da capacidade produtiva chinesa e dos incentivos oferecidos por Pequim a seus fabricantes.

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Entre as iniciativas adotadas está a decisão de dobrar, a partir de julho, as tarifas aplicadas às importações de aço, além da criação da estratégia “Made in Europe”, apresentada em março para priorizar produtos europeus em contratos públicos.

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As autoridades europeias argumentam que essas ações são necessárias para fortalecer setores estratégicos e reduzir a exposição do bloco à concorrência subsidiada por empresas chinesas.

Busca por alternativas

Outro fator que acelerou o debate foi a restrição imposta pela China ao fornecimento de terras raras e componentes eletrônicos no ano passado. As medidas provocaram dificuldades de abastecimento e evidenciaram o grau de dependência europeia em áreas consideradas essenciais para a indústria e a transição tecnológica.

Diante desse cenário, a União Europeia vem acelerando negociações comerciais com outros parceiros. O bloco busca ampliar acordos de livre comércio com países e regiões como Índia, México, Indonésia e o Mercosul, numa estratégia voltada à diversificação de fornecedores e à redução da dependência da economia chinesa.

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