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UE prepara medidas para reduzir dependência da China e enfrentar desequilíbrio comercial
Publicado 29/05/2026 • 11:51 | Atualizado há 2 meses
Publicado 29/05/2026 • 11:51 | Atualizado há 2 meses
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A União Europeia avalia adotar uma postura mais firme diante da China para corrigir desequilíbrios comerciais e reduzir vulnerabilidades estratégicas que vêm preocupando o bloco. O tema foi discutido nesta sexta-feira (29) por representantes da Comissão Europeia, que defenderam uma resposta mais robusta diante do avanço da concorrência chinesa em setores considerados críticos para a economia europeia.
Segundo o braço Executivo da União Europeia, a relação com a China continuará sendo relevante, mas o atual modelo passou a gerar preocupações crescentes. “A China é um parceiro fundamental e o diálogo e o engajamento continuarão. Ao mesmo tempo, o estado atual da relação comercial e de investimentos não é sustentável”, afirmou a Comissão.
A preocupação europeia ganhou força diante do aumento do déficit comercial com a China. No ano passado, o saldo negativo do bloco alcançou US$ 419 bilhões (R$ 2,12 trilhões), reforçando os debates sobre dependência econômica e competitividade industrial.
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Durante reuniões realizadas nesta sexta-feira, os comissários europeus discutiram quais ferramentas poderão ser utilizadas para reequilibrar a relação comercial entre as duas economias.
A Comissão Europeia indicou que a estratégia permanece baseada na redução de riscos, sem romper relações comerciais com Pequim. “Nossa abordagem geral continua sendo a redução de riscos, não a desvinculação”, destacou o órgão.
Na avaliação da Comissão, os aspectos econômicos e de segurança passaram a caminhar cada vez mais juntos, exigindo novas respostas por parte do bloco.
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“À medida que os interesses econômicos e de segurança se entrelaçam cada vez mais, ambas as dimensões exigirão uma resposta mais contundente”, afirmou o Executivo europeu.
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Siga o Times | CNBCAs discussões deverão servir de base para novas negociações previstas para as próximas semanas. O tema estará na pauta da próxima cúpula do G7, marcada para ocorrer na França entre 15 e 17 de junho, além de uma reunião de líderes da União Europeia programada para 18 e 19 de junho, em Bruxelas.
Nos últimos meses, Bruxelas ampliou medidas voltadas à proteção da indústria europeia, que enfrenta crescente pressão da capacidade produtiva chinesa e dos incentivos oferecidos por Pequim a seus fabricantes.
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Entre as iniciativas adotadas está a decisão de dobrar, a partir de julho, as tarifas aplicadas às importações de aço, além da criação da estratégia “Made in Europe”, apresentada em março para priorizar produtos europeus em contratos públicos.
As autoridades europeias argumentam que essas ações são necessárias para fortalecer setores estratégicos e reduzir a exposição do bloco à concorrência subsidiada por empresas chinesas.
Outro fator que acelerou o debate foi a restrição imposta pela China ao fornecimento de terras raras e componentes eletrônicos no ano passado. As medidas provocaram dificuldades de abastecimento e evidenciaram o grau de dependência europeia em áreas consideradas essenciais para a indústria e a transição tecnológica.
Diante desse cenário, a União Europeia vem acelerando negociações comerciais com outros parceiros. O bloco busca ampliar acordos de livre comércio com países e regiões como Índia, México, Indonésia e o Mercosul, numa estratégia voltada à diversificação de fornecedores e à redução da dependência da economia chinesa.
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