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Visita de Trump ao Reino Unido reforça parceria estratégica histórica em meio a rivalidade com a China
Publicado 17/09/2025 • 06:25 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 17/09/2025 • 06:25 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
A visita oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Reino Unido reacende a histórica “relação especial” entre os dois países, marcada por cooperação política, econômica e de segurança. O encontro ocorre em um momento de incertezas globais, com tensões comerciais e tecnológicas envolvendo Estados Unidos, China e Europa.
Para Vinícius Rodrigues Vieira, professor de economia e relações internacionais na FAAP e na FGV, o estreitamento do vínculo reflete a situação econômica atual de ambos os países.
“O que explica essa aproximação é a condição econômica imediata dos dois países. Os Estados Unidos põem barreiras ao redor do mundo e têm os problemas de inflação já sendo anunciados pelo Trump, ou melhor dizendo, querendo ser escondidos pelo Trump. E, de outro lado, o Reino Unido está perdido há quase 10 anos. Porque qual era o plano do Brexit? Mas faltou combinar com os asiáticos”, afirmou em entrevista ao Times Brasil | Licenciado Exclusivo CNBC.
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O especialista explicou que a relação entre Washington e Londres não é apenas conjuntural, mas histórica. Desde a Revolução Industrial, passando pela Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido sempre foi considerado parceiro estratégico dos Estados Unidos, tanto em termos de política externa quanto de segurança.
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Siga o Times | CNBCNo entanto, o professor alertou para desafios internos do Reino Unido, especialmente na área tecnológica. Segundo Vieira, o país possui mão de obra qualificada, mas insuficiente para atender à demanda crescente por profissionais em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Vai ser necessário importar mão de obra. E é justamente isso que hoje os britânicos não querem.”
A visita de Trump também se insere em um contexto geopolítico mais amplo, marcado pela competição tecnológica e estratégica com a China. Vieira destacou que a aproximação com os EUA dá ao Reino Unido uma vantagem relativa frente à Europa continental, que enfrenta dificuldades para se consolidar em setores de alta tecnologia.
Segundo o especialista, o sucesso dessa parceria dependerá de investimentos estruturais e de políticas que incentivem a inovação. “Sem aí ter uma reforma, uma ênfase maior em ciência e tecnologia, mais do que já tem nas universidades britânicas, essa parceria não se desenvolverá plenamente.”
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