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Copa reúne gigantes econômicos e pequenas nações em disputa que desafia lógica da riqueza
Publicado 01/06/2026 • 14:48 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 01/06/2026 • 14:48 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Enquanto algumas seleções chegam à Copa representando algumas das maiores economias do planeta, outras carregam o peso de países com mercados muito menores e populações reduzidas. Ainda assim, a história do futebol mostra que a riqueza econômica não é capaz de determinar sozinha quem terá sucesso dentro de campo. A análise é de Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, ao comentar os contrastes econômicos entre os participantes do torneio.
Para ele, que concedeu entrevista nesta segunda-feira (1) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a competição se destaca justamente por reunir realidades muito diferentes em um mesmo palco esportivo. “Acho que sem dúvida é o esporte mais democrático de todos”, afirmou. Segundo Teles, a ampliação do torneio para 48 seleções reforça ainda mais essa característica ao aumentar a presença de países de diferentes continentes e perfis econômicos.
Na avaliação do especialista, existe uma relação entre desenvolvimento econômico e competitividade esportiva, principalmente por causa da capacidade de investimento em clubes, centros de treinamento e formação de atletas.
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“Naturalmente, países mais ricos tendem a ter campeonatos mais fortes, mais investimento em infraestrutura e mais investimento em formação”, explicou.
Ele destacou que entre as maiores economias presentes no torneio estão seleções tradicionais como França, Alemanha e Inglaterra, todas campeãs mundiais e respaldadas por ligas consolidadas e estruturas robustas.
Apesar disso, Teles ressaltou que o desempenho esportivo não pode ser explicado apenas pelos indicadores econômicos. “Isso obviamente não garante sucesso dentro da competição”, observou.
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O especialista citou o caso dos Estados Unidos, que possuem uma das maiores economias do mundo, mas não figuram entre as principais potências do futebol. Segundo ele, isso ocorre porque o esporte divide espaço com outras modalidades mais populares no país.
Ao analisar países com economias menores, Teles destacou exemplos que desafiam a lógica puramente financeira.
O principal deles é o Uruguai, que, apesar do tamanho reduzido de sua economia e população, mantém presença frequente entre as seleções competitivas do futebol mundial. “O Uruguai, mesmo com uma economia pequena e poucos habitantes, segue fazendo boas campanhas e mantendo uma liga tradicionalmente muito forte”, afirmou.
Segundo ele, a explicação passa por aspectos culturais profundamente ligados ao esporte. “O futebol é um fator cultural muito forte na América Latina”, disse.
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Siga o Times | CNBCO especialista também mencionou o Brasil, destacando que a tradição futebolística ajuda a compensar limitações que não seriam superadas apenas por fatores econômicos. “Não são apenas fatores econômicos que determinam a probabilidade de sucesso de uma seleção na Copa”, ressaltou.
Questionado sobre a capacidade do torneio de atrair investimentos, Teles afirmou que os benefícios econômicos costumam ser mais relevantes para os países que recebem a competição do que para aqueles que alcançam boas campanhas.
“O evento Copa do Mundo sempre foi, junto com as Olimpíadas, o maior evento esportivo do planeta”, afirmou.
Segundo ele, a preparação para sediar o torneio normalmente impulsiona investimentos em arenas, aeroportos, transporte público e infraestrutura urbana, além de aumentar a capacidade de receber turistas.
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“Isso atrai investimento muito mais para os países-sede do que para os países que façam uma boa campanha na Copa do Mundo”, explicou.
Na avaliação do especialista, o desempenho esportivo de uma seleção dificilmente altera de forma relevante o potencial econômico de um país. Por outro lado, uma economia mais forte pode contribuir para a formação de atletas e para a construção de estruturas esportivas mais competitivas.
Ao comentar os efeitos da realização da Copa do Mundo no Brasil, Teles reconheceu que parte dos investimentos realizados continua gerando benefícios, apesar das críticas relacionadas à utilização de algumas arenas construídas para o evento. “Existiram pontos positivos, sim”, afirmou.
Segundo ele, além dos estádios, o país recebeu melhorias em infraestrutura logística e aeroportuária que permanecem em operação. “Você teve alguns avanços logísticos, linhas de infraestrutura e ajustes dos aeroportos para comportar os turistas”, destacou.
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O especialista reconheceu que algumas arenas acabaram subutilizadas após o torneio, mas ponderou que a discussão não pode ignorar outras obras realizadas. “As pessoas acabam achando que todos os investimentos feitos para a Copa não serviram, mas também tivemos boas obras que continuam sendo utilizadas pela população até hoje”, concluiu.
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