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Brasil vira “porto seguro” em meio à crise no Oriente Médio, mas inflação preocupa, diz economista
Publicado 13/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 13/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 2 dias
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O Brasil tem se destacado como “porto seguro” para investidores internacionais em meio às tensões no Oriente Médio e ao bloqueio no Estreito de Ormuz, segundo a economista-chefe do Andbank Brasil, Silvia Ludmer. Apesar do cenário global adverso, o País vem registrando entrada de capital estrangeiro, valorização do real e alta da bolsa, ainda que com pressão crescente sobre a inflação.
Segundo Ludmer, os impactos da guerra variam entre países, mas, no caso brasileiro, o saldo tem sido relativamente positivo. “O Brasil é um exportador líquido de petróleo e se beneficia do aumento dos preços, tanto pela arrecadação de impostos quanto por dividendos e royalties”, afirmou nesta segunda-feira (13), em entrevista ao Radar, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Por outro lado, ela ressalta que o principal efeito negativo é a elevação da inflação, que já aparece nas expectativas do mercado.
A economista destaca que o Brasil tem atraído investimentos por sua posição geopolítica e fundamentos econômicos. “Os investidores internacionais têm visto o país como uma espécie de porto seguro, longe do conflito e sem grandes tensões globais”, disse.
Esse movimento tem impulsionado tanto o câmbio quanto a bolsa de valores, com valorização da moeda brasileira e desempenho positivo dos ativos de risco. “A gente tem visto uma melhora no real, na bolsa e entrada de recursos estrangeiros”, afirmou.
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Ela ressalta, no entanto, que esse comportamento não é uniforme no mundo. Países da Ásia e da Europa emergente, mais dependentes de importação de petróleo e gás, enfrentam impactos mais negativos. “A guerra tem efeitos diferentes em diferentes regiões, e o Brasil está relativamente bem-posicionado”, explicou.
Apesar do cenário favorável para ativos financeiros, Ludmer alerta que a inflação segue pressionada. Segundo ela, a valorização do real tem funcionado como um fator de alívio. “Se não fosse a apreciação do câmbio, a situação da inflação seria muito pior”, afirmou.
Ainda assim, alguns fatores continuam pressionando os preços. O Brasil, embora exportador de petróleo, ainda depende da importação de derivados como diesel, o que eleva os custos. “Esse preço já está chegando na bomba, apesar dos esforços do governo”, disse.
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Além disso, a economista aponta riscos adicionais, como a alta dos alimentos e possíveis efeitos climáticos, incluindo a perspectiva de El Niño, que pode afetar a produção. Com isso, as projeções de inflação seguem em alta, com o mercado já estimando IPCA em 4,7%, segundo o boletim Focus.
No mercado financeiro, Ludmer observa um desempenho desigual entre os ativos. Enquanto ações e câmbio se beneficiam da entrada de capital estrangeiro, o mercado de juros tem apresentado pior desempenho.
“As taxas de juros abriram, tanto nas curvas pré-fixadas quanto nas indexadas à inflação”, explicou, indicando perdas para investidores na marcação a mercado. Ao mesmo tempo, o alto nível da taxa Selic continua atraindo investidores internacionais.
Ela alerta ainda que parte desses recursos é considerada “hot money”, ou seja, capital de curto prazo e mais sensível a mudanças no cenário global. “São recursos mais voláteis, que podem sair rapidamente em caso de melhora do ambiente internacional”, afirmou.
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Para os próximos meses, Ludmer avalia que, mesmo com eventual redução das tensões, os efeitos da crise devem persistir. “Os impactos já causados não desaparecem rapidamente, especialmente nos preços do petróleo”, disse.
Ela destaca que uma eventual melhora no cenário global pode levar à redistribuição de capitais, reduzindo o fluxo para o Brasil. Além disso, fatores domésticos também devem ganhar peso. “O processo eleitoral tende a trazer mais volatilidade aos mercados, especialmente os mais arriscados”, afirmou.
Diante desse cenário, a economista recomenda cautela. “O Brasil está bem posicionado e continua atraindo recursos, mas são fluxos voláteis, que exigem atenção do investidor”, concluiu.
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