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EXCLUSIVO CNBC: CEO do Bank of America diz que banco está preparado para diferentes cenários de mercado
Publicado 15/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 15/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O Bank of America reportou resultados mais fortes no primeiro trimestre de 2026, com avanço do lucro, da receita, da carteira de crédito e dos depósitos, e afirmou ver resiliência em diferentes frentes do negócio mesmo em um ambiente ainda marcado por incertezas macroeconômicas.
Em entrevista exclusiva à CNBC, o CEO do banco, Brian Moynihan, disse que o grupo segue bem posicionado para atravessar diferentes cenários de mercado, apoiado pela diversificação das operações e pela força da base de depósitos. Segundo ele, o bom desempenho do trimestre não ficou restrito à volatilidade que favoreceu as mesas de Wall Street.
“O EPS subiu 25% ano a ano. Foi um ótimo trimestre. E, como dissemos aos acionistas hoje, todos os nossos negócios estão com bom desempenho”, afirmou. “Sim, o setor de ações teve um bom desempenho, mas, se pensar nos mais de US$ 30 bilhões em receita, ela veio de todos os negócios.”
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O lucro líquido do banco somou US$ 8,6 bilhões no primeiro trimestre, alta anual de 17%. O lucro por ação avançou 25%, enquanto a receita total ficou em US$ 30,3 bilhões, impulsionada por maior margem com juros, desempenho em trading e crescimento das taxas de banco de investimento.
Moynihan disse que a volatilidade que ajudou o negócio de ações tende a perder força, mas avaliou que outras áreas poderão compensar esse movimento. Segundo ele, a diversidade da franquia, que atende consumidores, empresas de vários portes e investidores de diferentes perfis, sustenta a capacidade de adaptação do banco.
“É ótimo ter um modelo de negócios tão abrangente”, disse. “Ter essa diversidade nos permite ter um bom desempenho em diferentes mercados.”
Na entrevista, o executivo também destacou a confiança da instituição na trajetória da receita líquida de juros, indicador para o qual o Bank of America elevou a projeção de crescimento neste ano para 6% a 8%, acima da faixa anterior de 5% a 7%. No primeiro trimestre, esse avanço foi de 9%, segundo ele.
Moynihan atribuiu essa perspectiva à base principal de depósitos, que cresceu 3% na comparação anual, e ao perfil de captação do banco. “O poder de nossa receita de juros líquidos é impulsionado pela base de depósitos principal”, afirmou. “Temos US$ 2 trilhões em depósitos e US$ 1,2 trilhão em empréstimos. Isso tem um bom desempenho em qualquer ambiente de taxas.”
Apesar das incertezas geopolíticas e inflacionárias, o CEO disse que o ambiente atual ainda mostra empresas e consumidores em situação sólida. Segundo ele, os clientes corporativos estão usando um pouco mais suas linhas de crédito, enquanto os consumidores continuam gastando.
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Na avaliação de Moynihan, a qualidade do crédito ao consumidor também segue melhorando. Ele afirmou que os saldos de empréstimos cresceram 3% na comparação anual e que houve queda nas baixas e nas inadimplências de 30 e 60 dias. “A qualidade do crédito do consumidor está melhorando”, disse.
O executivo afirmou ainda que a carteira do banco segue saudável em diferentes linhas, com indicadores robustos em hipotecas, financiamentos de veículos e cartões. Segundo ele, o comportamento do consumidor daqui para frente dependerá sobretudo do mercado de trabalho, mas os sinais atuais seguem positivos.
“O que acontecerá a seguir com o consumidor dependerá do nível de desemprego”, afirmou. “Enquanto essa situação se mantiver, a economia em geral estará em boa forma, o consumidor também.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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