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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

A estratégia de Bradesco e Itaú por trás das compras de carteiras do BRB

Publicado 16/04/2026 • 10:57 | Atualizado há 3 horas

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e negócios, com experiência nos principais veículos do Brasil e MBA pela FIA em parceria com a B3. Além de comandar esta coluna, é comentarista nos programas Agora e Real Time, nos quais analisa as principais movimentações do mercado.

Fachada o BRB em Brasília

Reuters

BRB

Bradesco e Itaú compraram carteiras de empréstimos concedidos pelo BRB. A operação se dava em relação aos empréstimos feitos para estados e municípios. 

De acordo com comunicado enviado ao mercado na noite de quarta-feira (15), o Bradesco afirmou que realizou a operação de compra em consórcio igualitário com o Itaú Unibanco. 

Na terça-feira (14), o jornal Correio Braziliense havia publicado que os dois bancos teriam negociado a aquisição de R$ 1 bilhão em carteiras de empréstimos. O Bradesco negou que tenha sido este o valor e afirmou que se trata de um montante menor – mas não revelou a cifra.

O Bradesco também reportou que a transação conta com o aval da União e que parte do negócio já foi devidamente liquidado. 

O banco relatou que a “transação e o respectivo retorno esperado não são considerados relevantes em relação ao total da carteira de crédito e nem à rentabilidade esperada do Bradesco”.

O Itaú, por sua vez, informou que "uma de de ⁠suas subsidiárias celebrou instrumento por meio do qual se comprometeu a adquirir, mediante o cumprimento de determinadas condições, ​certos ativos do Banco de Brasília".

O Itaú confirmou que os valores da transação são "imateriais para a companhia".

Mas por que os bancos estão comprando as carteiras?

A ideia de adquirir as carteiras de crédito do BRB têm motivação financeira. Como relatado pelos dois bancos privados, os empréstimos concedidos contam com aval da União. 

Isso permite que o risco de inadimplência seja reduzido, uma vez que os ativos ficam "protegidos" em caso de calote. Há no mercado a expectativa de que o governo federal possa cobrir eventuais problemas.

Esses ativos, então, são vistos pelos bancos como seguros e com rentabilidade previsível, o que permite que os Itaú e Bradesco ampliem suas carteiras sem que exista uma elevação radical no risco. 

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