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Alckmin convoca reunião com ministros para discutir crise de segurança no Rio
Publicado 28/10/2025 • 18:40 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 28/10/2025 • 18:40 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, convocou uma reunião de emergência nesta terça-feira (28) com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) para tratar da crise de segurança no Rio de Janeiro, após a megaoperação policial que deixou 64 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.
Além das vidas perdidas, o cenário de guerra paralisa a economia da cidade. Ruas estão desertas em vários bairros, com lojas de portas fechadas e um clima de insegurança que se espalha até mesmo por regiões distantes do conflito. Comerciantes relatam que o medo impede o funcionamento normal das atividades, e a maioria ainda não calculou o tamanho do prejuízo.
No turismo, setor vital para a economia carioca, as imagens dos confrontos circulam pelo mundo, gerando uma sensação de medo que pode afastar visitantes e afetar hotéis, restaurantes e serviços. Há dois anos, um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) já apontava que a violência urbana no Rio de Janeiro gera um prejuízo anual de R$ 11 bilhões para a economia da cidade.
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Megaoperação contra o Comando Vermelho é a mais letal da história do Rio

Segundo fontes do Planalto, a reunião convocada por Alckmin teve como objetivo alinhar informações e definir a postura do Executivo diante das declarações do governador Cláudio Castro, que afirmou que o Estado estaria “sozinho na guerra contra o crime” e acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter uma “política de não ceder ajuda”.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewanowski, rebatou o governador: “Ele tenta jogar a culpa nos outros, mas nunca fez qualquer pedido nesse sentido. Para isso, o governo do Rio teria que declarar formalmente que suas forças locais não têm condições de enfrentar o crime”, afirmou. “Se ele sentir que não tem condições, ele tem que jogar a toalha e pedir GLO (Garantia da Lei e da Ordem) ou intervenção federal”, disse o ministro.
Após a reação em Brasília, Castro ligou para a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para se retratar, alegando que não teve intenção de responsabilizar o governo federal e que apenas respondeu a uma pergunta de um jornalista sobre o episódio.
Durante a conversa, Gleisi questionou o governador sobre os supostos pedidos de auxílio. Castro reconheceu que não solicitou a edição de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — o instrumento legal que autoriza o uso das Forças Armadas em apoio à segurança pública.
A ação, deflagrada por forças de segurança estaduais, mobilizou 2,5 mil agentes para prender lideranças criminosas e impedir a expansão territorial do Comando Vermelho. Segundo o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF (Geni/UFF), a ofensiva já é a mais letal da história do Estado, com 64 mortos — entre policiais e criminosos —, número mais que o dobro do registrado no Jacarezinho em 2021.
Operações mais letais no Rio de Janeiro:
O relatório “Chacinas Policiais”, do Geni/UFF, mostra que, entre 2007 e 2021, ocorreram 17.929 operações policiais em favelas da Região Metropolitana, das quais 593 resultaram em chacinas, com 2.374 mortos — cerca de 41% dos óbitos em ações do período.
Durante a operação, 48 escolas suspenderam as aulas e o Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) colocou a cidade em Estágio 2, citando motivos de segurança pública e impacto na mobilidade.
Mais de 120 linhas de ônibus tiveram trajetos alterados, e houve bloqueios na Linha Amarela, Linha Vermelha e Avenida Brasil.
Entre os mortos está o policial Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, da 53ª DP (Mesquita). O governador informou que há também policiais feridos, sem detalhar números.
A escalada de violência e a troca de acusações entre os governos exacerbaram a crise política. Em Brasília, Alckmin tenta conduzir o tema com moderação institucional, enquanto o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, reforça que a responsabilidade constitucional pela segurança é dos Estados — e que o combate ao crime organizado deve ser feito com inteligência, planejamento e integração, não apenas com força bruta.
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