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Brasil deve conciliar abertura comercial e proteção da indústria, afirma Tatiana Prazeres
Publicado 04/11/2026 • 18:48 | Atualizado há 25 minutos
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Publicado 04/11/2026 • 18:48 | Atualizado há 25 minutos
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O Brasil precisa avançar na ampliação de suas relações comerciais com outros países sem deixar de proteger a indústria nacional contra práticas consideradas desleais. Essa é a avaliação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, que defendeu uma atuação equilibrada entre abertura econômica e defesa comercial.
A declaração foi feita nesta quarta-feira, durante a abertura do Fórum da Diplomacia Industrial, realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Para a secretária, o país não precisa tratar as duas agendas como caminhos opostos. O desafio, segundo ela, está em estabelecer regras que permitam às empresas brasileiras competir em condições adequadas e, simultaneamente, ampliar o acesso a mercados internacionais, diversificar parceiros e agregar valor à produção nacional.
Prazeres ressaltou que a política comercial brasileira precisa acompanhar as transformações do cenário internacional, marcado pelo aumento das tensões geopolíticas e pela adoção de medidas protecionistas por diferentes economias. Nesse ambiente, ela considera necessário contar com instrumentos atualizados para enfrentar práticas comerciais que possam prejudicar os fabricantes brasileiros.
Leia mais: Importações devem enfrentar barreiras com decreto para proteção de indústria nacional
Durante o evento, a representante do MDIC também destacou as conversas mantidas entre o governo e o setor industrial para modernizar os mecanismos de defesa comercial.
A intenção é aprimorar a capacidade de resposta do Brasil diante de situações que possam provocar prejuízos à indústria nacional, garantindo que as medidas sejam adotadas dentro dos prazos necessários e respeitando os compromissos internacionais assumidos pelo país.
Na avaliação da secretária, a proteção da produção brasileira precisa acompanhar a evolução das estratégias comerciais utilizadas no mercado internacional. Ela também destacou a importância de assegurar condições equilibradas de concorrência, especialmente em um momento no qual políticas comerciais vêm sendo utilizadas por alguns países para atender a interesses que vão além das questões econômicas.
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Siga o Times | CNBCApesar das dificuldades no comércio internacional, Prazeres afirmou que o Brasil tem demonstrado capacidade de adaptação e resiliência. A secretária atribuiu parte desse desempenho ao trabalho das empresas brasileiras, que precisaram lidar com obstáculos adicionais, incluindo as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais.
Durante seu discurso, ela reconheceu a atuação da Confederação Nacional da Indústria na articulação de uma missão empresarial que buscou abrir canais de diálogo com o governo americano para tratar das barreiras comerciais. Mesmo diante desse cenário, o país registrou o maior volume de exportações já alcançado entre janeiro e setembro de um ano. O período também foi marcado por um recorde nas importações brasileiras.
Para Prazeres, o crescimento das trocas comerciais precisa estar associado a resultados concretos para a economia nacional. A secretária ressaltou que o aumento das operações com outros países é importante quando contribui para ampliar a geração de empregos, elevar a renda e estimular o desenvolvimento industrial.
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Entre os resultados positivos mencionados pela secretária está o avanço das exportações brasileiras contempladas pelo acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. De maio a setembro de 2026, as vendas brasileiras abrangidas pelo acordo cresceram 21% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
O resultado foi apresentado como um exemplo das oportunidades que podem surgir com a ampliação das parcerias comerciais internacionais.
A estratégia defendida pelo MDIC busca aproveitar esses acordos para aumentar a presença dos produtos brasileiros no exterior, sem deixar de desenvolver mecanismos capazes de proteger a indústria nacional diante de práticas que prejudiquem a concorrência.
Nesse contexto, a abertura de novos mercados e a modernização da defesa comercial aparecem como partes complementares da política de comércio exterior brasileira.
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