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Brasil registra boom de novas fábricas de cachaça, mas volume de produção encolhe 15%
Publicado 01/08/2026 • 20:13 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 01/08/2026 • 20:13 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Valter Campanato/ Agência Brasil
O setor da cachaça registrou, em 2025, o maior crescimento dos últimos anos no número de fábricas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Ao todo, o Brasil passou a contar com 1.538 estabelecimentos, alta de 21,5% em relação a 2024. Trata-se do maior crescimento, tanto em termos absolutos quanto percentuais, desde o início da série histórica. No período de 2018 a 2025, o número de estabelecimentos cresceu 61,7%, passando de 951 para 1.538.
Apesar do crescimento, o Anuário da Cachaça 2026 registrou que o volume de produção declarado em 2025 foi de 234,48 milhões de litros, redução de 15,77% em relação ao ano anterior.
A publicação leva em conta os dados oficiais do setor referentes a 2025 e é desenvolvida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em parceria com o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), entidade representativa do setor.
O crescimento também foi observado no número de produtos registrados, que alcançou 8.379, aumento de 16% em relação ao ano anterior. Já o número de marcas vinculadas aos registros chegou a 11.131, crescimento de 16,8%, demonstrando o dinamismo e a diversificação do setor.
Outro destaque do levantamento é a expansão territorial da atividade. Atualmente, 844 municípios brasileiros possuem pelo menos um estabelecimento dedicado à produção de cachaça registrado, um aumento de 14,8% em comparação com 2024. O dado evidencia o fortalecimento da cadeia produtiva em diferentes regiões do país e sua contribuição para o desenvolvimento econômico local, especialmente em municípios do interior.
O desempenho internacional da cachaça também apresentou resultados positivos em relação ao ano anterior. Em 2025, as exportações alcançaram 7,96 milhões de litros, crescimento de 19,4% sobre 2024. Em valor, as vendas externas somaram US$ 17,07 milhões, alta de 17,4%, com embarques para 76 países, igualando o maior número de destinos já registrado na série histórica, desde 2011.
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Siga o Times | CNBCOs Estados Unidos permaneceram como o principal mercado em valor, respondendo por cerca de 24% das exportações, enquanto o Paraguai liderou em volume exportado.
“Os dados demonstram a expansão e a resiliência de uma cadeia formada majoritariamente por pequenos e médios produtores. Ao mesmo tempo, evidenciam que ainda estamos distantes do verdadeiro potencial da cachaça, especialmente no mercado internacional. Apesar dos avanços registrados, a exportação continua em um patamar pouco expressivo, especialmente quando consideramos o tamanho do setor e o mercado internacional de destilados”, destaca Vicente Bastos, presidente do Ibrac.
A Apex assinou um novo convênio com o Ibrac, que destinará R$ 2,63 milhões à promoção comercial da bebida em mercados estratégicos. A agência também anunciou a ampliação da cooperação entre Brasil e México para fortalecer a proteção e a valorização internacional da Cachaça e da Tequila, justamente no ano em que o acordo de reconhecimento mútuo entre as duas indicações geográficas completa dez anos.
Minas Gerais permanece como o estado com maior número de estabelecimentos registrados, com 564 unidades, seguido por São Paulo (230) e Rio Grande do Sul (106). O Sudeste concentra 62,5% dos estabelecimentos do país, mas todas as regiões registraram crescimento em 2025. O maior avanço percentual foi observado na Região Sul, que expandiu 51,4% em relação ao ano anterior.
Salinas (MG) é a cidade com maior número de estabelecimentos registrados como elaboradores de cachaça, com 27. O levantamento também mostra que 11 municípios possuem 10 ou mais estabelecimentos registrados, dois a mais que em 2024. As novidades na lista são Brasília e São Paulo, ambas com 10 estabelecimentos cada.
Nos registros de produtos, Minas Gerais é o estado com maior número de cachaças registradas, com 2.922 produtos, o equivalente a 34,9% do total nacional. Já o Rio Grande do Norte apresenta a maior média, com 10,8 produtos registrados por estabelecimento. São 162 cachaças registradas em 15 estabelecimentos.
Em relação às marcas vinculadas aos registros de produtos, os dois estados voltam a se destacar. MG lidera em número absoluto, com 4.043 marcas, média de 7,2 por estabelecimento. Já o RN apresenta a maior média de marcas por estabelecimento registrado: 13,6 marcas por estabelecimento, de um total de 204 marcas. Vale destacar que um mesmo registro de cachaça pode contemplar mais de uma marca comercial.
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