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Brics já tem peso equivalente ao G7, afirma ex-embaixador Rubens Barbosa
Publicado 08/07/2025 • 06:29 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 08/07/2025 • 06:29 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Rubens Barbosa, afirmou que o Brics, agora com 21 países, já alcançou um Produto Interno Bruto (PIB) equivalente — ou superior — ao do G7. A declaração foi feita durante entrevista sobre os resultados da cúpula do bloco realizada no Rio de Janeiro.
Segundo Barbosa, o grupo de países emergentes reforçou seu peso político internacional, ajudando a explicar a recente ameaça do presidente norte-americano Donald Trump de impor uma tarifa de 10% sobre produtos originários de nações alinhadas ao Brics. “Se não tivesse importância, ele não teria feito nenhuma declaração”, afirmou.
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Para o diplomata, a diversidade do bloco — que reúne potências nucleares e países com interesses econômicos distintos — fortalece sua influência global. Ainda assim, Barbosa reconheceu que a ampliação do Brics reduz o protagonismo individual de seus membros fundadores, incluindo o Brasil. “Com o aumento de cinco para 21 integrantes, o poder de influência do Brasil diminui, mas a moderação do comunicado final mostra que a diplomacia brasileira teve peso”, avaliou.
O ex-embaixador também comentou as ausências dos presidentes da Rússia e da China. Para ele, Vladimir Putin evitou a viagem por razões jurídicas, enquanto Xi Jinping já tem encontro marcado com o Brasil durante a COP30. Barbosa destacou a presença do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como sinal da relevância da cúpula.
Ao comentar críticas recentes da revista The Economist, que apontaram um suposto distanciamento do Brasil em relação aos Estados Unidos, Barbosa considerou desnecessária a resposta oficial do governo brasileiro. “É normal que países em desenvolvimento tenham visões distintas das potências ocidentais. Isso não deve afetar a relação bilateral”, disse.
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Siga o Times | CNBCO diplomata reforçou que o Brics não discute substituição do dólar, mas busca alternativas que reduzam custos de comércio exterior. “Se o Brasil evitar declarações fora de contexto, não haverá justificativa para medidas duras por parte dos EUA”, concluiu.
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