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Gastos militares, China e Ucrânia: os principais destaques do Diálogo Shangri-La 2026
Publicado 31/05/2026 • 12:00 | Atualizado há 42 minutos
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Publicado 31/05/2026 • 12:00 | Atualizado há 42 minutos
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Reprodução / Facebook
Gastos com defesa, a posição da China na região Ásia-Pacífico e os impactos da guerra na Ucrânia estiveram entre os temas centrais do Diálogo Shangri-La 2026, promovido pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) em Singapura. O evento reuniu, entre 29 e 31 de maio, líderes mundiais, autoridades de defesa e executivos do setor.
Diversos países parecem ter aceitado a necessidade de aumentar os investimentos em defesa, segundo as discussões realizadas no encontro. Nações como Japão, Filipinas e Países Baixos já planejam ampliar suas alocações orçamentárias para a área.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que os países deveriam destinar pelo menos 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para defesa. Até mesmo países abaixo desse patamar, como a Nova Zelândia, estão elevando seus gastos militares.
A proposta de ampliar os investimentos militares foi defendida por anos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo participantes do fórum, uma ideia que inicialmente enfrentou resistência agora vem sendo mais amplamente aceita por diversos governos.
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A vice-primeira-ministra dos Países Baixos, Dilan Yesilgoz-Zegerius, afirmou que os Estados Unidos estão “certos” ao cobrar maiores investimentos dos aliados, destacando que a invasão russa da Ucrânia alterou significativamente a percepção da sociedade holandesa sobre segurança.
“Nenhum país consegue fazer tudo sozinho“, afirmou a chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Canadá, Jennie Carignan. Segundo ela, a cooperação entre aliados é fundamental, mas depende da existência de capacidades nacionais de defesa.
Antes mesmo do início do evento, a atenção já estava voltada para a decisão de Pequim de não enviar seu ministro da Defesa ao encontro pelo segundo ano consecutivo.
A delegação chinesa foi liderada pelo major-general Meng Xiangqing, da Universidade Nacional de Defesa do Exército de Libertação Popular.
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A ausência do ministro Dong Jun foi comentada por diversas autoridades. Hegseth declarou: “Gostaria que meu colega estivesse presente nesta conferência“. Já o ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmou estar “triste” com a ausência e defendeu mais diálogo com Pequim.
Outros participantes também lamentaram a decisão chinesa. O chefe das Forças Armadas da Alemanha, Carsten Breuer, avaliou que a China está desperdiçando uma oportunidade de diálogo ao não enviar uma representação ministerial.
O ministro da Defesa das Filipinas, Gilberto Teodoro, adotou um tom mais duro ao afirmar à CNBC que a contribuição da presença chinesa no evento seria mínima. Segundo ele, a delegação estaria mais preocupada em defender a linha do partido do que em promover um diálogo construtivo.
Apesar da ausência de autoridades de primeiro escalão, os representantes chineses defenderam vigorosamente as posições de Pequim durante os debates.
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Durante sua participação, Meng Xiangqing questionou o aumento dos gastos militares do Japão e a expansão das exportações de armamentos japoneses, perguntando se os países asiáticos confiariam em uma remilitarização japonesa após as ações do país na Segunda Guerra Mundial.
O ex-vice-ministro das Relações Exteriores da China, Cui Tiankai, reforçou a posição de Pequim sobre Taiwan, afirmando que as tensões no estreito envolvem questões de integridade territorial e unidade nacional.
“Ninguém se importa mais com a estabilidade no Estreito de Taiwan do que nós na China, porque ambos os lados do estreito são território chinês“, declarou.
As críticas também vieram em direção oposta. Koizumi acusou a China de falta de transparência em sua expansão militar, enquanto Hegseth afirmou existir uma “preocupação legítima” na região Ásia-Pacífico diante do fortalecimento das capacidades militares chinesas.
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Seguir no GoogleO filipino Gilberto Teodoro foi ainda mais incisivo ao afirmar que o expansionismo chinês continua avançando. “Eles não demonstram arrependimento nem recuo em seu expansionismo”, afirmou.
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A guerra na Ucrânia continua influenciando profundamente os debates sobre segurança internacional. As estratégias utilizadas por Kiev para enfrentar uma potência militar superior seguem sendo observadas atentamente por governos e forças armadas em diferentes regiões do mundo.
“Há um enorme interesse nas lições da Ucrânia. Existe um entendimento de que a dissuasão assimétrica e o combate assimétrico são fatores importantes“, afirmou à CNBC o ex-ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkin.
Segundo Klimkin, o conflito envolve não apenas a defesa do território ucraniano, mas também o futuro da arquitetura de segurança europeia.
“O que está em jogo nesta guerra é todo o conceito de segurança – se teremos ou não uma arquitetura de segurança na Europa e ao redor dela, onde a Ucrânia está inserida, e como isso será estruturado no futuro“, declarou.
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Países como as Filipinas acompanham atentamente as táticas utilizadas pela Ucrânia enquanto ampliam seus próprios investimentos militares. O chefe das Forças Armadas dos Países Baixos, Onno Eichelsheim, afirmou que especialistas ucranianos colaboram com o país para identificar quais iniciativas realmente merecem receber recursos e quais não apresentam a mesma utilidade estratégica.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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