BREAKING NEWS:

AGU pede ao presidente do STF suspensão de decisão que afastou diretor-geral e diretor de Inteligência da Polícia Federal

CNBC

CNBCDow Jones cai 600 pontos e registra segunda baixa consecutiva em pressão pela alta do petróleo

Notícias do Brasil

Empresários articulam manifesto para cobrar investigação de denúncias e transparência do STF

Publicado 08/09/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O novo manifesto articulado por empresários e entidades civis cobra investigação sobre denúncias que atingem o STF e maior transparência da Corte.
  • Sergio Zimerman afirma que a mobilização não tem caráter ideológico e defende que indícios sejam investigados antes de qualquer conclusão sobre responsabilidades.
  • Para o empresário, a confiança nas instituições e a estabilidade jurídica são elementos essenciais para preservar um ambiente favorável aos investimentos no país.

Empresários e entidades civis articulam um novo manifesto para cobrar transparência e investigação diante das denúncias que alcançaram o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou Sergio Zimerman, fundador da Petz e presidente do Conselho do Grupo PetzCobasi. Em entrevista nesta terça-feira (8) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele disse que a mobilização busca uma resposta institucional que permita esclarecer os fatos e preservar a confiança na Corte.

“O Brasil todo clama por transparência no Supremo e que a gente consiga ter um desfecho. Onde tem indícios de coisa errada, precisa ser investigado e ou a pessoa inocentada ou ela responde pelo que ela fez”, afirmou Zimerman.

Segundo o empresário, a ausência de uma definição sobre como as denúncias serão tratadas prolonga um ambiente de incerteza. “O que não pode ficar é nesse clima de que a gente não sabe exatamente quando vai ser investigado, qual vai ser o procedimento, e o país fica meio paralisado com isso”, disse.

Leia também: Barroso não assina manifesto de ex-ministros e diz que busca contribuir para saída interna da crise no STF

Manifesto não propõe mudança no funcionamento do STF

Apesar da cobrança sobre a Corte, Zimerman afirmou que o grupo não pretende apresentar uma proposta própria de alteração no funcionamento do Supremo. O objetivo imediato é defender a apuração dos fatos que vieram a público.

“Acho que isso não cabe ao grupo propor uma mudança nesse sentido. O que a gente tem de concreto é o pedido de investigação de qualquer pessoa diante de tantas denúncias que vieram a público”, explicou.

Para o empresário, os episódios não podem simplesmente deixar de ser examinados. “Isso não pode ficar como se nada tivesse acontecido”, ressaltou.

Leia também: Treze ex-ministros do STF pedem apuração urgente sobre crise na Corte

‘Justiça não tem lado ideológico’

Zimerman também procurou afastar a mobilização de uma disputa entre campos políticos. Segundo ele, a cobrança por investigações deveria reunir diferentes setores da sociedade, independentemente das preferências eleitorais.

“Isso não é uma pauta de esquerda, uma pauta de direita, isso é uma pauta do brasileiro. A corrupção não pergunta em quem você votou”, afirmou.

Na avaliação do empresário, o movimento deveria convergir para uma cobrança dirigida ao próprio Supremo. “Isso aqui deveria ser uma coisa em que todo mundo estivesse unido, direcionado ao Supremo Tribunal para que haja justiça. E justiça não tem lado ideológico”, acrescentou.

Leia também: Fachin consulta ministros e avalia medida sobre Moraes em meio à crise no STF

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Por enquanto, a iniciativa permanecerá concentrada no manifesto. Questionado sobre outras possíveis formas de pressão institucional, Zimerman afirmou que o grupo pretende observar primeiro a reação da Corte. “No momento é o manifesto e vamos aguardar os próximos passos do Supremo para que a gente veja como caminha”, disse.

Confiança nas instituições entra na decisão de investimento

Além dos efeitos políticos, Zimerman apontou possíveis consequências da crise institucional para o ambiente empresarial. Segundo ele, investidores consideram não apenas as condições econômicas de um projeto, mas também a previsibilidade das regras e a confiança nas instituições.

“O investimento sempre procura um ambiente de negócios propício, mas também procura estabilidade jurídica, confiança nas instituições. Quando tudo isso vem à tona, a sociedade espera uma resposta à altura do que veio”, afirmou.

Leia também: Crise do STF: Autoridades envolvidas no escândalo Master ficam lado a lado no 7 de Setembro

Zimerman disse esperar uma resposta do presidente do STF, Edson Fachin, diante dos acontecimentos. “A gente espera a grandeza do cargo do presidente do Supremo, do Fachin, para que ele possa dar o devido desfecho”, declarou.

Empresário defende investigação mesmo diante de problemas de rito

O fundador da Petz ressaltou que a existência de indícios não significa antecipar uma condenação, mas sustentou que eles precisam ser apurados e respondidos pelas instituições.

“A gente não pode condenar por indícios, mas indícios têm que ser investigados e serem respondidos”, afirmou.

Para Zimerman, eventuais questionamentos sobre os procedimentos adotados não deveriam eliminar a necessidade de investigar os fatos. “O que não dá é para que a gente privilegie o rito em relação ao fato. Quer dizer, não dá para simplesmente falar: ‘Ah, não, está nulo porque não poderia ter sido pedido dessa forma’”, disse.

Leia também: Crise no STF é a maior desde redemocratização, diz especialista sobre Master

O empresário usou como exemplo hipotético imagens de um crime obtidas de maneira irregular para defender seu argumento. Segundo ele, um problema na obtenção da prova não deveria significar que o fato deixe automaticamente de ser investigado.

Independentemente se teve algum problema de rito, que seja corrigido isso, mas isso não desaparece o fato”, afirmou. “O fato tem que ser investigado e dada uma resposta à sociedade. É isso que nós esperamos”, concluiu.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil