Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Correios: crise financeira faz estatal adiar negociação salarial e prorrogar acordo com funcionários
Publicado 12/12/2025 • 21:54 | Atualizado há 5 meses
Waymo faz recall de 3,8 mil robotáxis após falha permitir entrada em ruas alagadas
Google acelera integração do Gemini ao Android antes de nova ofensiva de IA da Apple
eBay rejeita proposta de aquisição de US$ 56 bilhões da GameStop
Traders tratam gigante tradicional de tecnologia como a próxima ‘meme stock’
Casa Branca diz que IA ainda não elimina empregos, apesar de demissões no setor de tecnologia
Publicado 12/12/2025 • 21:54 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Os Correios decidiram, na última quinta-feira (11), estender até 28 de fevereiro o acordo coletivo de trabalho que venceria em 15 de dezembro.
A prorrogação foi acertada com mediação do Tribunal Superior do Trabalho após a empresa recorrer ao tribunal diante do risco de paralisação a partir de 16 de dezembro e da dificuldade financeira que limita concessões salariais e de benefícios.
A estatal informou internamente que todos os direitos previstos no acordo atual estão mantidos durante o período de prorrogação. Auxílio-creche, auxílio-especial e adicional de férias de 70% continuam valendo. O único benefício excluído é o crédito extra do vale-refeição e alimentação, já integralmente pago.
Leia também:
Correios: ajuda financeira pode ser liberada ainda este ano? Veja o que está em análise
A empresa, segundo informações do O Globo, argumenta que não há possibilidade imediata de assumir novos custos diante da situação financeira delicada. O entendimento é que nenhum tema está encerrado e que pontos específicos poderão voltar à mesa conforme evoluírem os estudos internos e as discussões no TST.
A estatal reforçou que a prorrogação não representa um acordo definitivo e que as negociações seguem abertas até fevereiro.
A equipe do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC procurou os Correios, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
O acordo vigente foi firmado pela gestão anterior e deveria ter sido renovado em agosto, desde então, vem sendo prorrogado sucessivas vezes enquanto a estatal tenta reequilibrar suas contas.
O texto atual prevê reajuste salarial e de benefícios pela inflação, retroativo a agosto, o que pressiona o orçamento. A atual direção dos Correios tenta flexibilizar cláusulas que garantem vantagens acima do mínimo previsto na CLT.
Leia também: Haddad: empresas privadas ficaram com o “filé mignon” da logística e deixaram “osso” aos Correios
O adicional de férias, por exemplo, supera o padrão praticado no mercado. A posição da empresa é de que não há margem para aumento de despesas fora do plano de reestruturação em elaboração.
Com a sinalização de greve pelos trabalhadores, os Correios acionaram o TST, caso a paralisação seja aprovada nas assembleias da próxima terça-feira (16), o tribunal deve avaliar medidas para evitar prejuízos maiores à estatal, incluindo interrupção de serviços essenciais.
Paralelamente às negociações trabalhistas, a estatal corre para fechar um empréstimo de grande porte junto a bancos, as instituições financeiras têm até esta sexta-feira para apresentar propostas.
Leia também:
Correios em crise: entenda o que fez o governo pedir ajuda à Caixa em operação de emergência
A direção dos Correios solicitou R$ 20 bilhões para cobrir necessidades de caixa até o fim de 2026, mas o valor final deve ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, dependendo da formação do consórcio de bancos.
A operação está condicionada à apresentação de um plano de reestruturação que combine corte de gastos e aumento de receitas. A expectativa do governo é que os Correios voltem ao lucro em 2027.
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil participarão obrigatoriamente do pool de financiadores.
Leia também:
Juros mais altos? Déficit dos Correios ameaça política fiscal
Na reta final de 2025, os Correios enfrentam uma grande crise, a estatal aguarda por um empréstimo para poder fechar o ano, no qual acumulou R$ 6 bilhões em prejuízos.
Enquanto o Tesouro Nacional e o Governo Federal tentam chegar em um acordo, medidas de reestruturação são tomadas. Entre elas, está o corte do benefício de Natal, que pagava R$ 2,5 mil aos funcionários, como parte do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Além disso, a instituição também anunciou a ampliação do Programa de Demissão Voluntária para reduzir em até 15 mil o quadro de funcionários. De início, 10 mil colaboradores devem sair em 2026 e outros 5 mil em 2027.
Nesse sentido, a medida faz parte das estratégias do Governo Federal para dar fôlego aos Correios no curto prazo. A preocupação veio impulsionada pelo Tesouro Nacional, que no dia 2 de dezembro informou que não daria o aval para o empréstimo de R$ 20 bilhões.
Com resultados negativos nos últimos 13 meses, o Tesouro Nacional teme que os Correios não consigam pagar os empréstimos solicitados, devido às elevadas taxas de juros. No entanto, as taxas são altas justamente porque a estatal tem apresentado resultados preocupantes desde 2022.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
2
Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores
3
Rombo contábil de R$ 5 bilhões na Aegea afeta Itaúsa e adia planos de IPO
4
Ex-jogador de vôlei e ex-ESPN está entre sócios da Naskar, fintech que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes
5
Como gigantes do e-commerce pressionaram o Elo7? Entenda o que aconteceu