DECISÃO 2026: Em dia de plenário histórico, Flávio liga Lula a Moraes e diz que “sistema está apodrecido”, Caiado pede afastamento de ministro e Zema faz ato durante sessão do STF
Publicado
15/09/2026 • 15:56
| Atualizado há 39 minutos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem agenda de campanha nesta terça-feira (15) e, até o início da tarde, não havia se manifestado publicamente sobre a sessão extraordinária do STF.
Flávio Bolsonaro (PL) usou o horário eleitoral para associar Lula a Alexandre de Moraes e afirmou que o atual governo faz parte de um “sistema que está apodrecido”.
Ronaldo Caiado (PSD) pediu o afastamento de Moraes, Romeu Zema (Novo) participou de manifestação em Brasília e Renan Santos (Missão) criticou ministros que deixaram de votar.
A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa se deve ser aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes é pauta da campanha presidencial nesta terça-feira (15).
Flávio Bolsonaro (PL) usou o horário eleitoral para associar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à crise na Corte. Ronaldo Caiado (PSD) pediu o afastamento de Moraes, enquanto Romeu Zema (Novo) participou de uma manifestação em Brasília para pressionar o Supremo pela abertura da investigação.
Renan Santos (Missão) também reagiu ao andamento da sessão e criticou as decisões de Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli de não participarem da votação.
A sessão foi interrompida no início da tarde e retomada às 15h30 para a análise de questões processuais, entre elas propostas relacionadas à tramitação dos casos envolvendo Moraes, André Mendonça e o Banco Master.
Lula fica fora da disputa pública sobre sessão do STF
Lula não tem agenda de campanha prevista nesta terça-feira e permaneceu em Brasília, onde cumpriu compromissos institucionais.
Até o início da tarde, o presidente não havia se manifestado publicamente sobre a sessão extraordinária do Supremo. Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto realizada enquanto o julgamento estava em andamento, Lula não discursou.
Flávio liga Lula a Moraes em pronunciamento eleitoral
Flávio Bolsonaro usou o programa eleitoral desta terça-feira para fazer um pronunciamento centrado na crise do Supremo.
O candidato associou diretamente Lula a Alexandre de Moraes e afirmou que o governo petista teria contribuído para o que classificou como desequilíbrio entre as instituições.
“O atual governo criou um desequilíbrio institucional. Decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei”, afirmou.
Flávio acrescentou que o governo faria parte de um “sistema que está apodrecido” e disse que Lula teria dividido poder com Moraes.
“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando”, declarou.
O pronunciamento foi divulgado pouco antes do início da sessão do STF. Flávio não mencionou no vídeo o inquérito sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, no qual é formalmente investigado.
Caiado pede afastamento imediato de Moraes
Ronaldo Caiado retomou a agenda de campanha nesta terça-feira, depois de cancelar compromissos na semana passada por causa de uma pneumonia.
Antes da sessão do Supremo, o candidato publicou uma manifestação sobre o caso e defendeu o afastamento de Alexandre de Moraes.
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“Eu nunca vi um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo”, afirmou Caiado.
Segundo ele, “a única atitude aceitável será o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes”.
Caiado também voltou a defender mudanças no Judiciário. Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão idade mínima de 60 anos para ministros do STF e períodos de quarentena para integrantes da Corte que retornem à advocacia ou disputem cargos eletivos.
Zema participa de ato para pressionar STF
Romeu Zema participou pela manhã de uma manifestação organizada pelo Novo em Brasília para pressionar o Supremo durante a sessão sobre Moraes.
O ato ocorreu na Alameda dos Estados, em frente ao Congresso Nacional.
Zema defendeu que a Corte autorize a abertura da investigação e afirmou esperar que o corporativismo entre ministros não interfira na decisão.
“Espero que a investigação seja aberta. Espero que ela seja conduzida com o maior cuidado e critério. E, como todos nós sabemos, que os envolvidos sejam punidos”, afirmou.
O candidato também elevou o tom das críticas ao Supremo e afirmou que o Brasil estaria virando uma “republiqueta de bananas” por causa da atuação de integrantes da Corte.
Renan fala em risco de “pizza” após ministros deixarem votação
Renan Santos reagiu durante a própria sessão do Supremo às decisões de Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli de não participarem da votação.
Nunes Marques se declarou impedido. Toffoli alegou suspeição por motivo de foro íntimo. Com isso, os dois não participam da decisão sobre a eventual abertura da investigação contra Moraes.
“Urgente, pode estar sendo gestada a pizza agora, a pizza do STF pode ser gestada agora”, afirmou Renan em vídeo publicado nas redes sociais.
O candidato também questionou Nunes Marques sobre mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro que mencionam Kevin Marques, filho do ministro. A defesa de Kevin afirma que ele não manteve relação com Vorcaro ou com o Banco Master e que os recursos recebidos de uma consultoria decorreram de serviços jurídicos legítimos.