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Raphael Coraccini

Em dia histórico no STF, Mendonça é colocado contra a parede e Gilmar mantém posição de ataque

Publicado 15/09/2026 • 14:50 | Atualizado há 2 horas

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Raphael Coraccini

Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.

O clima no STF se mostrou pouco amistoso desde os primeiros momentos, com os confrontos se aguçando depois das falas de Gilmar Mendes, que assumiu o papel de principal contestador das medidas de André Mendonça enquanto relator do caso Master.

Mendes abriu sua fala em flagrante ataque às decisões a favor de Mendonça e disse que Luiz Fux e Kassio Nunes Marques “deveriam se algemar” diante de qualquer “impulso” de afastar o diretor-geral da Polícia Federal. Ele se referiu ao voto favorável dois dois ministros ao afastamento de Andrei Rodrigues em poucos minutos.

A fala do decano despertou a ira de Fux (Kassio já havia abandonado a sessão por se declarar impedido). Fux acusou Mendes de também fazer algo parecido no passado, pedindo afastamento de diretor da PF, mas isso não impediu Mendes de seguir no ataque.

O decano seguiu em sua fala alegando que o afastamento do DG da PF era equivalente ao afastamento do presidente da NASA ou de um general do exército.

Depois, se voltou diretamente a André Mendonça ao dizer que a decisão de afastar Andrei significou um “boneco político, um pixuleco” erguido logo depois das manifestações do dia 7 de setembro, que estão, na história recente, umbilicalmente ligadas às manifestações golpistas que inclusive levaram ao 8 de janeiro e à tentativa de golpe.

Segundo Mendes, Mendonça “jogou o tribunal para dentro da eleição”, denunciando também os vazamentos seletivos que o relator havia feito às vésperas do processo eleitoral.

Nesse primeiro round, Moraes ficou em segundo plano e André Mendonça acabou sendo lançado para o centro do debate. O desafio do ex-relator da caso Master será tentar sair das cordas. Diante disso, o julgamento sobre se Moraes deve ser investigado e a validade sobre os relatórios da PF sobre ele ainda não começou de fato.

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