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Gilmar diz que afastar chefe da PF desestrutura órgão, e Fux rebate com caso de 2008
Publicado 15/09/2026 • 15:16 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/09/2026 • 15:16 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução / TV Justiça
O ministro Luiz Fux
Os ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizaram um embate nesta terça-feira (15) ao discutir a decisão de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, após a divulgação de relatórios internos de inteligência da corporação.
A discussão ocorreu durante a sessão em que o plenário analisa a possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por suas relações com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Gilmar criticou o afastamento de Rodrigues sob o argumento de que a medida poderia desestruturar a PF, enquanto Fux saiu em defesa da reação aos relatórios e resgatou um episódio envolvendo o próprio decano em 2008.
Durante a discussão, Fux afirmou que os relatórios de inteligência representavam uma “anomalia” e caracterizou a produção do material como uma forma de “arapongagem” contra integrantes do Supremo.
“Só essa remessa desse documento apócrifo já é um exemplo significativo desses desvios praticados pela Polícia Federal. Se não me falha a memória, Vossa Excelência foi ao Planalto pra dizer que eles eram responsáveis por isso porque deixaram a crise da Polícia Federal com o Supremo Tribunal Federal acontecer”, afirmou Fux.
O ministro acrescentou que, naquele momento, “nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal, e era isso que estava acontecendo”.
Fux também criticou a postura adotada por Gilmar no julgamento atual e afirmou que o pedido de vista apresentado pelo decano teria como efeito inviabilizar a análise do caso.
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Siga o Times | CNBCAo responder às críticas de Gilmar ao afastamento de Andrei Rodrigues, Fux recuperou um episódio ocorrido há 18 anos, quando o próprio Gilmar defendeu a saída de Paulo Lacerda, então diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
“Relembrando a postura do ministro Gilmar Mendes, que jamais aceitaria a Polícia Federal peitá-lo, e tanto não admitiu, que eu já estava no tribunal quando Vossa Excelência atravessou aqui a avenida e foi lá pedir a demissão de um diretor da Polícia Federal, Lacerda. Vossa Excelência se recorda”, disse Fux.
Gilmar respondeu imediatamente: “Com certeza. Pedi a quem de direito”.
Na época, Lacerda comandava a Abin e acabou deixando o cargo após o vazamento da informação sobre um suposto grampo telefônico de uma conversa de Gilmar Mendes.
Apesar da repercussão do episódio, nunca foi comprovado que Gilmar tenha sido grampeado por determinação de Paulo Lacerda.
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