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Dexco eleva receita em 9,8% e registra Ebitda recorrente de R$ 585,4 milhões
Publicado 04/11/2026 • 22:16 | Atualizado há 6 minutos
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Publicado 04/11/2026 • 22:16 | Atualizado há 6 minutos
KEY POINTS
Dexco.
Divulgação Dexco.
A Dexco, dona das marcas Deca, Hidra, Portinari e Ceusa, registrou prejuízo líquido de R$ 142 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 14,2 milhões apurado no mesmo período de 2025.
O resultado foi afetado por itens não recorrentes, provisões para perdas de crédito e aumento das despesas com juros da dívida. Ao mesmo tempo, a companhia apresentou crescimento da receita e melhora da margem operacional.
No acumulado de 2026, a empresa teve prejuízo líquido de R$ 55,4 milhões, ante lucro de R$ 111,3 milhões nos nove primeiros meses do ano passado.
Os itens não recorrentes tiveram impacto de R$ 136,7 milhões no balanço, sem efeito direto no caixa. Desse total, R$ 118,4 milhões foram relacionados à reestruturação e ao fechamento de operações, enquanto R$ 11,8 milhões decorreram da marcação a valor justo de investimentos da DX Ventures.
A Dexco vem reduzindo suas operações para se adaptar a um mercado com demanda mais fraca por materiais de construção. Recentemente, a companhia vendeu a fábrica de revestimentos cerâmicos de Urussanga (SC) e fechou a unidade de louças sanitárias de Cabo de Santo Agostinho (PE). As medidas geraram baixas contábeis de máquinas, equipamentos e estoques.
Desconsiderados os efeitos negativos dos itens não recorrentes, o prejuízo líquido recorrente foi de R$ 5,5 milhões, queda de 87,1% na comparação anual. No acumulado do ano, o lucro líquido recorrente alcançou R$ 100,2 milhões, crescimento de 41,2%.
A receita líquida da Dexco cresceu 9,8% no terceiro trimestre, para R$ 2,33 bilhões. O avanço foi impulsionado pela Divisão Madeira, beneficiada por reajustes nos preços de painéis, maior participação de produtos de valor agregado no mix de vendas e comercialização de bases florestais.
Na análise por divisão, a receita líquida de Madeira aumentou 16,2%. Em Metais e Louças, houve recuo de 2,1%, enquanto Revestimentos Cerâmicos registrou queda de 5,2%.
O Ebitda consolidado caiu 11,4% em relação ao terceiro trimestre de 2025, para R$ 420,7 milhões. No critério ajustado e recorrente, porém, o indicador avançou 31,6%, para R$ 585,4 milhões. A margem Ebitda ajustada subiu 4,2 pontos porcentuais, para 25,1%.
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Siga o Times | CNBCA joint venture LD Celulose, contabilizada na linha de equivalência patrimonial, gerou ganho de R$ 2,2 milhões no período, alta de 57,6% em um ano, impulsionada pela melhora dos preços internacionais da celulose.
O presidente da Dexco, Raul Guaragna, classificou o desempenho como “forte” e destacou o avanço do faturamento, da margem operacional e do fluxo de caixa, além da redução do endividamento.
“Foi um trimestre forte, com números relevantes que apontam para uma boa tendência”, afirmou. O executivo também ressaltou a evolução do plano de reorganização dos negócios e redução da alavancagem. “Temos demonstrado coerência no nosso plano de transformação, que completa um ano”, acrescentou.
Os custos operacionais da companhia somaram R$ 1,38 bilhão entre julho e setembro, alta de 0,2% na comparação anual. O resultado refletiu ganhos de produtividade, menor pressão dos custos de insumos e redução das expedições.
As despesas com vendas alcançaram R$ 338,7 milhões, aumento de 19,3%. Nesse grupo, o balanço incluiu uma provisão de R$ 20,5 milhões referente a crédito concedido à Bartira, empresa de móveis da Casas Bahia que entrou em recuperação judicial. O valor está relacionado à venda parcelada de painéis de madeira pela Dexco à companhia.
As despesas gerais e administrativas chegaram a R$ 74,8 milhões, avanço de 5,1% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Já o resultado financeiro gerou despesa líquida de R$ 219,5 milhões, alta de 3,1% na comparação anual.
A dívida líquida encerrou setembro em R$ 4,78 bilhões, redução de 6,9% em relação ao segundo trimestre. A alavancagem ficou em 2,36 vezes, abaixo das 2,72 vezes registradas no terceiro trimestre de 2025.
A companhia atribuiu a redução do endividamento à geração de caixa operacional e à entrada de recursos com a venda da unidade de Urussanga.
O fluxo de caixa livre total alcançou R$ 636 milhões no terceiro trimestre, ante R$ 121 milhões no segundo trimestre. O avanço foi associado à redução dos estoques nas três divisões de negócios, à diminuição dos investimentos em novos projetos e ao recebimento de R$ 153 milhões pela venda da fábrica de Urussanga.
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