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Dispositivos médicos brasileiros sofrem impacto da tarifa de 25% dos Estados Unidos

Publicado 22/07/2026 • 19:04 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Tarifas dos EUA afetam indústria de dispositivos médicos, com queda superior a 25% nas exportações brasileiras ao país.
  • Empresas reduzem margens e avaliam cortes, enquanto setor pede apoio do governo para financiar inovação e diversificação.
  • Busca por novos mercados é lenta, devido a barreiras regulatórias e ao longo processo de aprovação de produtos médicos.

O pacote de tarifas de 25% imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros já afeta de forma significativa a indústria de tecnologia para a saúde, provocando uma retração imediata no comércio exterior do setor.

Larissa Gomes, gerente de projetos e marketing da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), afirmou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC que os Estados Unidos representam atualmente o principal mercado para as exportações brasileiras de dispositivos médicos.

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Segundo ela, entre janeiro e maio, o setor registrou uma queda superior a 25% nas exportações para o país.

Algumas empresas continuam atuando no mercado americano, mas reduziram suas margens para manter a presença comercial. Outras avaliam a necessidade de cortes no quadro de funcionários ou até a possibilidade de deixar esse mercado.

Para reduzir os impactos e garantir a sustentabilidade da indústria nacional, a entidade busca apoio do governo federal para a adoção de medidas emergenciais.

Entre as principais solicitações estão a restituição de parte dos tributos gerados pela nova tarifa, a criação de linhas de financiamento voltadas à inovação para estimular a diversificação de mercados e a redução dos impostos sobre a folha de pagamento.

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Além dos desafios relacionados ao comércio exterior, Gomes destacou a importância estratégica da produção nacional para o abastecimento interno e alertou para os efeitos da instabilidade sobre toda a cadeia global de fornecimento.

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Segundo ela, a indústria brasileira responde atualmente por cerca de 60% do mercado interno. Diante do cenário de incertezas envolvendo os Estados Unidos, o setor tem reforçado a importância de fortalecer a produção nacional.

No entanto, como o Brasil ainda depende da importação de determinados insumos eletrônicos, os impactos das medidas americanas acabam atingindo toda a cadeia produtiva, afetando tanto as exportações quanto a fabricação de novos produtos.

Ao comentar a busca por novos parceiros comerciais para reduzir a dependência do mercado americano, a representante da ABIMO ressaltou que o processo enfrenta barreiras regulatórias que impedem uma mudança rápida.

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Segundo a gerente, a diversificação de mercados na indústria de dispositivos médicos exige o cumprimento das normas estabelecidas por agências reguladoras internacionais. Em produtos de maior complexidade, como implantes cardíacos e ortopédicos, o processo de aprovação pode ser demorado.

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