CNBC

CNBCTesla não atinge expectativas de lucro, apesar de superar previsões de receita

Mundo

China não deve compensar perdas sofridas pelo Brasil no tarifaço

Publicado 22/07/2026 • 16:55 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • China não deve absorver todo o excedente brasileiro, levando empresas a buscar novos mercados após tarifas dos EUA.
  • Especialista alerta que Pequim pode virar concorrente do Brasil, ampliando exportações próprias em vez de apenas comprar mais produtos brasileiros.
  • Diversificação comercial enfrenta desafios, como custos de crédito, barreiras operacionais e tempo para abrir novos destinos.

A capacidade limitada da China para absorver toda a demanda brasileira afetada pelo novo tarifaço dos Estados Unidos deve levar o mercado nacional a buscar novas alternativas comerciais no cenário internacional.

Felipe Teixeira, especialista em comércio exterior e CEO da Ningbo BR Goods, destacou que a diferença entre os perfis de consumo dos países e a desaceleração da economia chinesa dificultam uma transição rápida.

Leia mais: China amplia protagonismo nas exportações brasileiras, mas dependência exige cautela

Segundo ele, embora a China tenha potencial para ampliar as compras, a lista de produtos atingidos pelas novas tarifas americanas não coincide com os itens que o mercado chinês costuma adquirir do Brasil.

“É muito difícil conseguir suprir 100% dessa demanda. Isso vai obrigar o empresário brasileiro a buscar outros mercados além da China. Outro ponto relevante é que o mercado chinês cresce menos do que há cinco anos, então também não consegue absorver esse volume de maneira rápida”, afirmou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Teixeira alertou ainda que, em vez de atuar como uma alternativa para absorver o excedente brasileiro, a indústria chinesa pode se tornar uma concorrente direta do Brasil no comércio global.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

“A China não vai deixar de vender para ajudar outro país. Ela vai pensar primeiro no próprio mercado. Se houver oportunidade de ampliar a presença de produtos chineses, certamente isso também poderá transformá-la em uma concorrente nos segmentos em que possui capacidade de atuação”, declarou.

Sobre a busca por novos destinos comerciais, como os países do Sudeste Asiático, o executivo ressaltou que existem desafios operacionais e estruturais que podem dificultar esse processo. Segundo ele, seria necessária uma adaptação das empresas, especialmente em setores como madeira e etanol, que podem enfrentar barreiras além das tarifas comerciais.

“Essa mudança pode levar tempo para que as negociações avancem. Enquanto isso, o empresário brasileiro enfrenta dificuldades, principalmente porque precisa lidar com um cenário de crédito caro para buscar novos mercados”, explicou.

Leia mais: China ameaça França com retaliações por lei contra ‘ultra fast fashion’

Ao comentar a postura das empresas diante da volatilidade e das sanções comerciais aplicadas pelos Estados Unidos, Teixeira destacou a capacidade de adaptação dos negócios asiáticos. Para ele, o maior problema ocorre quando as tarifas são impostas no curto prazo, pois geram insegurança sobre a estruturação dos investimentos futuros.

“O chinês, de forma geral, reclama menos e procura mais uma solução prática. Ele busca alternativas, como a criação de subsidiárias no Vietnã ou no México, para reduzir os impactos das tarifas. A mentalidade é encontrar caminhos para resolver o problema, em vez de manter um conflito com o governo”, concluiu.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo