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Banco Central realiza operação “Casadão” para garantir liquidez no mercado; entenda a operação
Publicado 25/06/2025 • 13:56 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 25/06/2025 • 13:56 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O Banco Central anunciou nesta semana uma operação de venda de até US$ 1 bilhão no mercado à vista, acompanhada de leilões de swap cambial reverso. A estratégia foi adotada diante do cenário de estabilidade do câmbio e entrada de capital estrangeiro no país, segundo analistas.
“Esse não é um movimento para manipular o câmbio. É unicamente para garantir a fluidez e a solidez do sistema financeiro”, afirmou a economista-chefe da CM Capital Markets, Carla Argenta, em entrevista ao jornal Agora, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A operação, chamada no mercado financeiro de “Casadão”, tem como objetivo principal fornecer liquidez ao sistema financeiro sem intervir diretamente na cotação do dólar. Segundo Argenta, a ação não busca controlar a inflação, mas se insere no escopo de manutenção da governança do sistema financeiro.
Ela explicou que o câmbio brasileiro segue o regime de flutuação e que o papel do Banco Central é suavizar movimentos bruscos da moeda, que possam prejudicar setores produtivos ou provocar distorções inflacionárias. “O Banco Central entra quando há oscilações muito abruptas para cima ou para baixo, porque isso pode distorcer a relação das empresas com a esfera produtiva”, disse.
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Argenta destacou que o Brasil mantém um regime de câmbio flutuante e taxa de juros fixa, sendo esta última o principal instrumento de controle inflacionário do Banco Central. “Manipular a taxa de juros, no bom sentido, é o que compõe o tripé macroeconômico. É com ela que o BC conduz a política monetária para manter a inflação dentro das metas”, afirmou.
A economista também comentou sobre a preocupação do mercado com possíveis intervenções cambiais. Segundo ela, o Banco Central tem sido transparente na forma como atua, e não há sinais de intenção de controlar artificialmente o câmbio neste momento. Ela lembrou que em situações passadas, como na pandemia ou no início de 2024, quando o dólar superou os R$ 6, houve ações pontuais para estabilização da moeda.
Durante a entrevista, Argenta também abordou a posição do dólar no cenário global. Para ela, a moeda norte-americana continua sendo a principal referência para transações internacionais, mas observa-se um movimento estrutural de diversificação. “O mundo começa a observar outras moedas e tenta reduzir o risco da exposição exclusiva ao dólar”, afirmou.
Ela considera que esse movimento é gradual e que, apesar de não haver atualmente outra moeda com a mesma capacidade de absorção do dólar, a tendência é de um sistema internacional mais diversificado no médio e longo prazo.
“Depender sempre de uma única moeda ou de um único tipo de investimento acaba sendo nocivo”, concluiu Argenta.
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