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Frete rodoviário sobe 0,57% com alta do diesel em setembro

Publicado 20/10/2026 • 16:28 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Frete rodoviário chegou a R$ 8,77 por quilômetro em setembro, alta de 0,57% sobre agosto, segundo levantamento da Edenred.
  • Diesel S-10 avançou 2,70%, a R$ 7,24 por litro, enquanto exportações do agronegócio elevaram a demanda por transporte.
  • Reajuste extraordinário do piso mínimo e maior fiscalização do CIOT podem manter a pressão sobre os fretes em outubro.

Foto: Gervásio Batista / Agência Brasil

O aumento do diesel e a maior procura por caminhões para transportar produtos do agronegócio elevaram o preço médio do frete rodoviário a R$ 8,77 por quilômetro em setembro. O valor representa alta de 0,57% ante agosto, quando o custo era de R$ 8,72, conforme o Índice de Frete Rodoviário (IFR), calculado pela Edenred com dados da plataforma Repom.

A pressão sobre o transporte acompanhou a alta dos combustíveis em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e à valorização do petróleo no mercado internacional. Como o diesel tem participação relevante nas despesas das transportadoras, os reajustes nas bombas afetam diretamente o custo das viagens.

Leia também: Diesel S-10 sobe 2,7% e interrompe sequência de quedas em setembro

O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) apontou avanço de 2,70% no diesel S-10, para R$ 7,24 por litro, em setembro. O diesel comum ficou 1,33% mais caro, com preço médio de R$ 6,84 por litro.

Agronegócio aumenta procura por transporte

Além do combustível, a demanda do agronegócio por capacidade de transporte contribuiu para a elevação do frete. Segundo a Edenred, o desempenho das exportações do setor exigiu maior disponibilidade de frotas ao longo do período.

A alta acumulada do diesel S-10 também levou à revisão extraordinária do piso mínimo do frete. No fim de setembro, a variação do preço do combustível ultrapassou 5% em algumas regiões, acionando o mecanismo previsto na Lei nº 13.703/2018.

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Leia também: Nova tabela de frete entra em vigor com base na alta do diesel

Em 29 de setembro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 22, que entrou em vigor no dia seguinte. A norma atualizou o valor de referência do diesel S-10 utilizado no cálculo dos coeficientes do piso e manteve o reforço da fiscalização por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

Pressão pode continuar em outubro

O diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, afirmou que os reajustes já foram incorporados pelo setor. “Setembro foi marcado pelo aumento do preço dos combustíveis, que atualiza a tabela de pisos mínimos de frete e o valor de referência do diesel S-10 diante da alta acumulada do combustível e da necessidade de recomposição dos custos operacionais do setor”, explicou.

Fernandes acrescentou que o maior rigor na fiscalização dos pisos e da emissão do CIOT contribuiu para a incorporação das mudanças pelo mercado de fretes.

Leia também: Novo CIOT muda regras para caminhoneiros e transportadoras

Para outubro, o executivo prevê a possibilidade de nova pressão sobre os preços do transporte. “Para outubro, a expectativa é de uma possível pressão adicional reflexo ainda da atualização da tabela do piso mínimo do frete e da escoagem da safra, que tende a exigir maior disponibilidade do transporte”, avaliou Fernandes.

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