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Inflação dos alimentos aumenta cautela entre consumidores de baixa renda
Publicado 25/05/2026 • 12:46 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 25/05/2026 • 12:46 | Atualizado há 5 meses
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A piora nas expectativas das famílias de menor renda diante da inflação dos alimentos foi um dos principais fatores por trás da desaceleração da confiança do consumidor em maio, afirmou a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas, Anna Carolina Gouveia. Ela concedeu entrevista nesta segunda-feira (25) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ela, o recuo de apenas 0,3 ponto no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que chegou a 88,8 pontos, mostra mais um movimento de acomodação após dois meses consecutivos de melhora do indicador do que uma deterioração abrupta da percepção econômica.
“Esse resultado foi principalmente motivado pela piora das expectativas para o futuro”, explicou a pesquisadora, ao destacar que o movimento ficou mais concentrado entre consumidores com renda de até cerca de R$ 4 mil.
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De acordo com Anna Carolina, o encarecimento dos alimentos pesa mais intensamente sobre as famílias de menor renda, que acabam sendo mais sensíveis às variações de preços no orçamento doméstico.
Apesar disso, ela ressaltou que a percepção sobre o presente ainda permanece relativamente positiva, sustentada pelo mercado de trabalho aquecido, desemprego baixo e crescimento moderado da renda. “Os consumidores ainda avaliam que a economia segue crescendo em ritmo moderado”, pontuou.
A pesquisadora observou que programas como o Desenrola e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda ajudaram a aliviar momentaneamente a situação financeira das famílias mais pobres, embora parte desse público já demonstre preocupação com o futuro.
“Esse consumidor começa a ter uma percepção de cautela para frente”, ressaltou.
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Siga o Times | CNBCEnquanto as famílias de menor renda mostraram piora nas expectativas futuras, consumidores de renda mais elevada apresentaram movimento oposto, segundo a pesquisadora da FGV.
Anna Carolina afirmou que esse grupo acompanha mais de perto os indicadores econômicos e as projeções para os próximos anos, o que ajuda a sustentar uma visão mais otimista sobre a trajetória da economia e dos juros.“A renda mais alta consegue entender uma perspectiva de queda da taxa de juros e melhora do orçamento das famílias”, observou.
Ela ponderou, no entanto, que mesmo as famílias de maior renda seguem sendo impactadas pela inflação dos alimentos, embora possuam maior capacidade de absorver essas oscilações de preços.
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A pesquisadora destacou ainda que a percepção sobre o mercado de trabalho varia significativamente entre as faixas de renda. Segundo ela, famílias de menor renda dependem mais diretamente da renda do trabalho e acabam sendo mais afetadas por qualquer deterioração do emprego.
“Quando o mercado de trabalho começa a piorar, a renda mais baixa é a primeira que sente”, frisou.
Ela explicou que trabalhadores de menor renda costumam ocupar postos com maior rotatividade e menor estabilidade, o que amplia a sensibilidade desse grupo às mudanças econômicas. Ainda assim, Anna Carolina avaliou que o mercado de trabalho brasileiro segue robusto, apesar de sinais graduais de aumento no desemprego.
No cenário geral, a pesquisadora afirmou que os consumidores brasileiros ficaram “um pouco mais cautelosos” em relação ao futuro em maio, embora o movimento permaneça mais concentrado entre as famílias de menor renda.
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