Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Instabilidade institucional, incerteza econômica e tensões geopolíticas pressionam investimentos
Publicado 09/09/2026 • 20:47 | Atualizado há 1 hora
Apple anuncia iPhone 18 Pro e Pro Max em novas cores e iPhone Duo
Dow Jones cai 400 pontos e tem terceira sessão seguida de perdas com alta dos juros e do petróleo
Irã afirma que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Estreito de Ormuz em retaliação a ataques; EUA negam
Google investirá valor recorde de US$ 15 bilhões em infraestrutura de IA no ‘Texas da Europa’
Qualcomm e Amazon assinam acordo de parceria de infraestrutura de IA
Publicado 09/09/2026 • 20:47 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A combinação entre instabilidade institucional, incerteza econômica e tensões geopolíticas está aumentando o prêmio de risco do Brasil e dificultando investimentos de longo prazo, afirmou Wagner Moraes, economista e CEO da A&S Partners, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Moraes, o impacto sobre os mercados não vem de um único fator. A crise envolvendo o Banco Master e o STF se soma à guerra no Oriente Médio, à pressão do petróleo sobre a inflação e às incertezas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e no Brasil.
“Essas instabilidades todas acabam afetando diretamente, aumentando o prêmio pelo risco. Então, se de repente um investidor necessita colocar dinheiro aqui no Brasil, ele vai olhar exatamente essa instabilidade, o que é risco Brasil, para que ele possa precificar”, explicou.
Leia também: Presidente do STF convoca sessão plenária em 15 de setembro para decidir permanência de Andrei Rodrigues na PF
Para Moraes, os efeitos são ainda mais relevantes quando a análise deixa as oscilações de curto prazo e passa para decisões como a construção de uma fábrica ou a expansão de uma empresa no país.
O economista afirmou que dois elementos são fundamentais nesse tipo de decisão: previsibilidade e segurança jurídica. Na avaliação dele, o atual ambiente institucional brasileiro deteriora justamente essas condições.
“O que está ocorrendo hoje está trazendo uma insegurança institucional muito forte, que, mais uma vez, interfere diretamente na precificação do dinheiro”, afirmou.
Moraes classificou o cenário como uma “tempestade perfeita”, formada simultaneamente por insegurança jurídica, instabilidade institucional, incertezas macroeconômicas internacionais e aumento dos custos provocado pelo petróleo.
Leia também: Ibovespa cai 0,93% com crise no STF e pressão externa; dólar sobe a R$ 5,11 com cautela global
“Nós estamos in the perfect storm, ou seja, tempestade perfeita: insegurança jurídica, insegurança institucional, insegurança macroeconômica nos mercados mundiais, o preço do petróleo afetando bastante os custos”, disse.
O economista destacou que a alta do petróleo representa mais um obstáculo para uma redução consistente dos juros. Se os preços permanecerem elevados por mais tempo, explicou, o impacto deixa de ser apenas uma oscilação pontual e passa a representar um choque de custos para a economia.
“Isso aumenta combustível, aumenta valor do transporte, aumenta alimentos, aumenta a nossa inflação e, mais uma vez, traz essa pressão adicional na não redução de juros”, afirmou.
Leia também: Crise no STF já foi precificada, mas prolongamento pode elevar risco, diz economista
Moraes também chamou atenção para a situação fiscal brasileira. Segundo ele, uma dívida pública elevada aumenta a necessidade de captação do governo e dificulta a redução do custo do dinheiro em um ambiente no qual investidores já exigem prêmio maior para assumir riscos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCQuestionado sobre possíveis mudanças na regulação do mercado de crédito, Moraes defendeu uma atuação mais rigorosa do Banco Central. Para ele, a ampliação da oferta nos últimos anos ocorreu, em parte, sem especialização e estrutura suficientes entre alguns novos participantes do sistema financeiro.
“O que houve foi esse crescimento na oferta de crédito de uma maneira bastante descontrolada. O Banco Central já vem atuando de uma maneira muito forte, acho extremamente necessário”, afirmou.
Leia também: Organizações da indústria, comércio e agro assinam manifesto contra a crise no STF
Segundo Moraes, porém, endurecer as regras não resolve sozinho o problema. A recuperação da capacidade financeira das famílias também depende de estabilidade econômica, geração de renda e recomposição do orçamento doméstico.
“Necessita apertar mais essa regulação e, principalmente, conter mais o processo de concessão de crédito, deixar muito mais especializado. Então, sim, eu vejo com bons olhos, mas isso não é tudo”, explicou.
Diante da combinação de riscos internos e externos, Moraes afirmou que investidores estão priorizando proteção e redução da exposição ao risco, enquanto grandes instituições financeiras também demonstram maior cautela no mercado de crédito.
Leia também: Caso Master amplia crise no STF e aumenta chance de risco institucional, diz Miguel Reale Júnior
Na avaliação do economista, embora o Brasil tenha recebido capital estrangeiro neste ano, uma parcela relevante desses recursos tem caráter especulativo, voltado principalmente para ativos negociados no mercado financeiro e com horizonte de curto prazo.
“O capital especulativo é de curto prazo. Uma hora ele sai. Não sei se ainda dentro desse ano ou se no ano que vem, mas esse capital saindo, voltando para fora, traz uma pressão adicional no câmbio, traz uma pressão na inflação”, afirmou.
O problema, segundo Moraes, é a diferença entre esse fluxo e o investimento destinado à produção, que permanece prejudicado pela percepção de risco e pelo elevado custo de capital.
Leia também: Relatório da PF usado por Moraes não identifica autoria e chegou ao STF por cópia física
“Quando a gente fala de investidores nacionais, as grandes empresas, a conta não fecha também, porque existe o custo de capital, existe o custo de carregamento de investimento, que vai exigir uma taxa de retorno para novos investimentos extremamente elevada”, disse.
Nesse cenário, Moraes considera que empresas e investidores podem preferir manter recursos aplicados no mercado financeiro enquanto aguardam maior estabilidade.
“Então, é melhor não investir. É melhor ficar com esse dinheiro aplicado, hoje, no mercado financeiro. O risco vai ser muito mais baixo até que você esteja com uma maior previsibilidade, uma maior segurança institucional também”, concluiu.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Apple anuncia iPhone 18 Pro e Pro Max em novas cores e iPhone Duo
2
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
3
HMD lança celular flip da Barbie em parceria com a Mattel
4
NFL Rio Game 2026: ainda dá tempo de comprar ingressos?
5
DADOS DA POLÍCIA FEDERAL E CVM: Forbes Brasil e Brazil Journal, os negócios secretos de mídia de Daniel Vorcaro