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Mesmo com tarifa dos EUA menor, setor químico brasileiro ainda enfrentará desafios nas exportações
Publicado 24/02/2026 • 20:57 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/02/2026 • 20:57 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A tarifa global de 10% dos Estados Unidos sobre produtos importados, após a Suprema Corte norte-americana derrubar o tarifaço de Donald Trump na semana passada, ainda mantém o alerta no setor químico brasileiro, que exporta cerca de US$ 15 bilhões (R$ 77,3 bilhões) por ano. Isso porque, embora a nova alíquota seja horizontal e válida para todos os países, o impacto prático tende a beneficiar a indústria americana.
Segundo Eder da Silva, gerente de Economia e Comércio Exterior da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), a medida fortalece a produção doméstica dos EUA. “No primeiro momento, a alíquota, por ser horizontal para todos os mercados e para todos os produtos, favorece a produção interna norte-americana”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta terça-feira (24).
O executivo destaca que há uma relação histórica de integração produtiva entre Brasil e Estados Unidos, com investimentos bilaterais, aproveitamento de vantagens comparativas e transferência de tecnologia. “É uma relação de investimentos e comércio de longo prazo, extremamente favorável aos Estados Unidos”, ressaltou.
Leia também: Tarifa global de 10% dos EUA melhora competitividade do setor plástico brasileiro, defende Abiplast
De acordo com ele, a balança comercial do setor químico é superavitária para os norte-americanos em cerca de US$ 8 bilhões (R$ 41,2 bilhões) por ano, o que evidencia a assimetria na relação. “O lado americano tem uma vantagem comercial da ordem de US$ 8 bilhões anuais”, pontuou.
Atualmente, os Estados Unidos absorvem quase 15% das exportações químicas brasileiras, o equivalente a aproximadamente US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões) por ano dentro do total exportado de US$ 15 bilhões. Esse fluxo agora fica sujeito ao novo patamar tarifário.
Mesmo antes da definição final sobre as tarifas, o setor já vinha sentindo os efeitos da incerteza. Em 2025, houve recuo de praticamente 15% no valor exportado aos EUA, reflexo de margens comprimidas e redução de preços praticada por fabricantes brasileiros para preservar mercado. “Muitos fabricantes tiveram que reduzir preços para manter seus clientes norte-americanos enquanto aguardavam a resolução da discussão tarifária”, explicou Silva.
Leia também: O que é a Seção 122, usada por Trump para impor tarifa de 10%
O dirigente também destacou a atuação do governo brasileiro nas negociações anteriores. Segundo ele, houve mobilização do Ministério da Indústria e Comércio, liderado pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, além da Secretaria de Comércio Exterior e da Camex, que resultou na exclusão de uma parcela relevante de produtos químicos da vigência do tarifaço no ano passado.
Agora, com a tarifa uniforme de 10% aplicada a todos os países, o setor avalia que, embora haja isonomia formal, o efeito prático segue desafiador para o Brasil, especialmente em um segmento no qual os Estados Unidos já conta com vantagem estrutural na balança comercial.
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