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EXCLUSIVO: “Não podemos deixar o trem-bala passar”, diz presidente na CNI na Brazil Week
Publicado 11/05/2026 • 16:04 | Atualizado há 20 horas
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Publicado 11/05/2026 • 16:04 | Atualizado há 20 horas
KEY POINTS
O Brasil precisa acelerar decisões para aproveitar a janela aberta pela transição energética, pela expansão de data centers e pela demanda global por energia limpa, afirmou Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Brazil Week, em Nova York, Alban disse que o país tem vantagens naturais, mas ainda corre o risco de perder oportunidades por falta de planejamento e ação coordenada. “Não podemos deixar o trem-bala passar”, afirmou.
A entrevista faz parte da cobertura especial do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, em parceria com o Financial Times. A programação em Nova York também inclui a primeira edição do Brazil-US Industry Day, iniciativa promovida pela CNI para aproximar lideranças brasileiras e americanas.
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Alban afirmou que o Brasil ainda precisa rebater percepções externas sobre desmatamento e uso da terra. Segundo ele, há críticas equivocadas sobre a produção brasileira de alimentos e biocombustíveis, sobretudo porque o país dispõe de áreas degradadas que poderiam ser reaproveitadas.
“Nós temos tantas terras ainda degradadas”, disse. O presidente da CNI citou como exemplo o potencial do etanol de agave no Nordeste, em áreas hoje pouco produtivas. Segundo ele, há uma extensão equivalente a quase metade da Europa de terras no sertão com possibilidade de uso para esse tipo de produção.
Para Alban, a discussão ambiental precisa ser feita com base em dados e na capacidade de o país combinar produção, energia e sustentabilidade. “Não tem ninguém mais compromissado com a sustentabilidade do que a indústria. Pode ter igual, mas mais [comprometido] não tem”, afirmou.
O executivo também destacou que a queda no custo de investimentos em energia eólica e fotovoltaica mudou a equação para projetos industriais no país. Segundo ele, a combinação dessas fontes com sistemas de baterias pode garantir energia firme para novos empreendimentos.
Alban disse que o Brasil tem capacidade de produzir energia barata, mas enfrenta um preço final elevado por causa de encargos e custos adicionados à conta de luz. Por isso, afirmou, projetos greenfield com geração própria podem se tornar mais competitivos.
Esse modelo, segundo ele, pode favorecer a atração de data centers e grandes investimentos. Alban citou o Ceará, onde há um projeto ligado ao TikTok e à Casa dos Ventos, como exemplo do potencial de expansão com novos parques eólicos e fotovoltaicos.
“Você vai ter energia firme, energia necessária para, por exemplo, investir em data centers, como nós estamos vendo agora no Ceará”, disse.
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Na avaliação do presidente da CNI, a velocidade das transformações tecnológicas e energéticas exige uma postura mais ativa do país. Ele afirmou que o Brasil historicamente desperdiça oportunidades e que a responsabilidade não cabe apenas ao governo.
“O Brasil ainda é um campeão de perda de oportunidade”, disse. “Cabe a nós todos, não só o governo, todos nós atores, toda a sociedade organizada, cobrarmos ações mais decisivas, mais compromissadas, mais estruturadas e responsáveis.”
Alban também comentou a discussão sobre o fim da escala 6×1. Segundo ele, o setor produtivo não é contrário ao debate, mas defende que o tema seja tratado com responsabilidade para evitar impactos sobre custos e geração de oportunidades.
“O setor produtivo jamais é contra a discussão da escala 6×1. O que nós precisamos é discutir esse assunto de forma equilibrada, responsável, para que seja uma conquista para toda a sociedade”, afirmou.
Ele disse que a prioridade deve ser o aumento da renda real e do poder de consumo da população, em um ambiente marcado por juros elevados, endividamento e custo Brasil. Para Alban, o calendário eleitoral dificulta decisões estruturais.
“Entendemos que, no ano eleitoral, não vamos ter a felicidade de tomar decisões compromissadas com o futuro”, afirmou. Segundo ele, o Brasil precisa de estratégia de médio e longo prazo, sem limitar a discussão econômica à lógica dos mandatos.
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