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FIEMS vê pouco impacto direto do tarifaço em Mato Grosso do Sul, mas teme efeitos na indústria

Publicado 22/07/2026 • 18:20 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Mato Grosso do Sul tem impacto direto limitado após isenção de tarifas para carne e madeira, segundo a FIEMS.
  • Preocupação se concentra no cenário nacional, com riscos de inflação, juros altos e pressão sobre a indústria brasileira.
  • FIEMS defende diálogo e acordos bilaterais, rejeitando retaliações e cobrando políticas para proteger a competitividade.

A isenção de tarifas sobre produtos como carne e madeira serrada trouxe alívio para as exportações de Mato Grosso do Sul, embora o estado permaneça atento aos efeitos da política comercial americana sobre a economia brasileira.

Sérgio Longen, presidente da FIEMS (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), afirmou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC que o estado deve sofrer poucos impactos diretos com o tarifaço.

Segundo ele, a principal preocupação está relacionada aos efeitos da medida sobre o cenário nacional, especialmente pelos possíveis prejuízos à economia brasileira e pelos riscos de pressão inflacionária em um momento de juros elevados e dificuldades para as empresas.

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“Entendemos hoje que a nossa maior preocupação é em nível nacional, porque essa medida traz prejuízos relevantes à economia brasileira. Existe uma preocupação grande com a inflação, principalmente em um período de dificuldade para as empresas brasileiras em razão dos juros altos. De forma geral, o impacto está concentrado na indústria nacional e atinge setores estratégicos do país, o que também nos preocupa em Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Ao comentar a importância do comércio exterior com os Estados Unidos, Longen destacou que os principais produtos exportados pelo estado não foram incluídos na lista de tarifas. Segundo ele, Mato Grosso do Sul possui forte participação nas vendas de carne e celulose para o mercado americano, e esses setores permanecem isentos, ao menos neste momento.

“É um mercado estratégico para o estado e que continua em expansão em todo Mato Grosso do Sul”, disse.

Sobre a postura adotada pelo governo dos Estados Unidos e a falta de previsibilidade nas negociações comerciais, o presidente da FIEMS afirmou que o presidente americano tem adotado uma postura mais impositiva em suas decisões, com pouca discussão prévia junto aos setores envolvidos.

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“É difícil trabalhar com previsibilidade diante de um mercado estratégico como os Estados Unidos. O que não ajuda os empresários brasileiros neste momento são reações políticas que acabam prejudicando as negociações”, declarou.

O executivo também se posicionou contra medidas de retaliação e defendeu a construção de acordos formais, além do apoio do governo brasileiro aos setores mais afetados. Para Longen, uma resposta política ao tarifaço não representa uma solução adequada para o setor empresarial.

“Precisamos manter um diálogo permanente com o mercado americano e avançar em acordos bilaterais formalizados”, afirmou.

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Segundo ele, os setores impactados precisam receber apoio do governo brasileiro, que deve atuar como parceiro neste momento, avaliando as consequências de forma regional e setorial, principalmente em estados que sofreram impactos maiores, como Santa Catarina.

Por fim, Longen defendeu uma atuação mais preventiva do Brasil para preservar a competitividade da indústria nacional e reduzir os riscos diante de mudanças no cenário internacional.

“Temos mantido diálogos, mesmo que tardios, essa é a realidade. Precisamos nos antecipar em muitos acordos e não esperar ações inesperadas, como as adotadas pelo presidente Trump, que têm gerado impactos em diferentes países. De forma geral, ampliamos as discussões setoriais, mas ainda precisamos de políticas industriais brasileiras capazes de proteger os investimentos realizados pela indústria nacional”, concluiu.

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