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Presidente da Fiesc defende negociação rápida e sem retaliação contra tarifa dos EUA
Publicado 16/07/2025 • 16:22 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 16/07/2025 • 16:22 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A retaliação às tarifas de 50% anunciadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, é a pior estratégia que o Brasil pode adotar, de acordo com o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“Nós colocamos a visão do setor empresarial, principalmente do setor industrial, no sentido de buscar uma negociação que leve a uma solução mais rápida, e se isso não for possível, que até dia 1º de agosto haja uma prorrogação desse prazo da aplicação da tarifa, para aumentar o prazo de negociação”, afirmou.
Mario apontou os setores que mais serão afetados pela tarifa: “Santa Catarina tem uma indústria diversificada, voltada para o comércio internacional. Os principais setores prejudicados nesse momento são exatamente produtos de madeira, material e equipamentos elétricos e também a parte de fundição. Mas é uma indústria diversificada, todos os setores são prejudicados”.
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Sobre o clima da reunião com o vice-presidente, ressaltou: “Entendemos que o vice-presidente Geraldo Alckmin tem grande experiência nessa questão. Então, sem radicalismo, mostrando os mais de 200 anos que temos de tradição com o comércio americano, acho que será muito bem conduzida e trará certamente uma solução mais rápida possível para esse impasse criado pelas tarifas impostas ao Brasil a partir de 1º de agosto”.
O diretor também chamou atenção para a concorrência desleal de produtos chineses, especialmente para o setor de fixadores. “Nós levamos aqui essa preocupação com esse setor ao vice-presidente Alckmin, que é ministro da indústria e comércio, no sentido de achar algum mecanismo de anti-dumping, alguma ação para que nós possamos preservar a indústria de fixadores no Brasil. Caso contrário, será mais fácil importar produtos chineses”.
Sobre alternativas caso a tarifa seja mantida, ele comentou que “certamente as indústrias estão vendo outras alternativas, mas não é uma tarefa que se faz do dia para a noite. Conquistar clientes do mercado internacional, nesse momento que está tão disputado, principalmente por concorrentes chineses, será um dificultador. Mas acreditamos muito no protagonismo, na adaptação, na adaptabilidade do industrial brasileiro para que possa encontrar outros mercados”.
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