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GM, Toyota e Volkswagen pedem que Congresso dos EUA proíba carros chineses
Publicado 03/11/2026 • 15:36 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 03/11/2026 • 15:36 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
foto: unsplash
As principais montadoras que vendem carros nos Estados Unidos pediram nesta segunda-feira (2) que o Congresso aprovasse a proibição permanente de veículos chineses. Segundo a agência Reuters, a Alliance for Automotive Innovation, que reúne empresas como General Motors (GM), Toyota (7203.T) e Volkswagen (VOWG.DE), quer que o projeto seja votado na sessão curta que os parlamentares farão na próxima semana, depois das eleições de meio de mandato desta terça-feira (3).
“Precisamos proteger o mercado americano de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e prejudicam os fabricantes atuais, que fizeram investimentos de longo prazo em comunidades americanas”, afirmou John Bozzella, presidente da entidade. Ele usou a Europa como exemplo. Nos oito primeiros meses de 2026, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos da China, número maior que o de todo o ano passado. “O Congresso deveria proteger nossa base industrial de defesa e de manufatura avançada e impedir que as montadoras chinesas façam aqui o que conseguiram fazer na Europa”, disse.
A proposta tem apoio de democratas e republicanos. Uma comissão do Senado aprovou o texto em julho, e a versão da Câmara já soma mais de cem coautores. Em setembro, mesmo com amplo apoio, os senadores que patrocinam o projeto aceitaram adiar para novembro a tentativa de acelerar a votação. Alguns assessores parlamentares e lobistas do setor temem que não haja tempo para aprovar a lei antes do fim da atual legislatura, em dezembro, caso os democratas conquistem o controle do Congresso.
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Siga o Times | CNBCAs montadoras também se preocupam com a posição de Donald Trump. Em setembro, o presidente disse à Fox News que aceitaria que empresas chinesas fabricassem carros nos Estados Unidos.
Na prática, os carros chineses já estão fora do mercado americano. Uma regra adotada no início de 2025, ainda no governo de Joe Biden, impediu as montadoras chinesas de vender ou produzir veículos de passeio no país, por causa do risco de que dados dos motoristas fossem enviados à China. Os Estados Unidos também cobram tarifas de mais de 100% sobre carros elétricos chineses. A lei transformaria essas restrições em proibição permanente, sem depender de decisões do governo de turno.
O Ministério das Relações Exteriores da China já criticou propostas semelhantes e pediu que os Estados Unidos respeitassem “as leis da economia de mercado e os princípios da concorrência leal”.
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