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Publicado 18/06/2026 • 09:07 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Banco Master
Jaques Wagner entra no debate sobre caso Master; entenda a relação citada nas investigações
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero e colocou o senador Jaques Wagner (PT-BA) no centro do caso Master, em uma nova etapa das apurações sobre supostas irregularidades ligadas ao sistema financeiro nacional.
A ação ocorreu na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo os investigadores, a operação busca esclarecer a possível participação de agentes públicos em um esquema que envolve suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
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A ofensiva desta quinta-feira marca mais um avanço de uma investigação que já vinha alcançando nomes de peso da política nacional.
Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que incluem monitoramento eletrônico, retenção de passaportes e restrições de contato entre investigados.
Além de Jaques Wagner, o empresário Augusto Lima, apontado como ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, também foi alvo das diligências realizadas pela Polícia Federal.
De acordo com os investigadores, há indícios que justificaram a abertura desta nova frente de apuração para verificar a eventual participação de autoridades públicas em negociações consideradas suspeitas no âmbito do sistema financeiro.
Leia também: Fundo de R$ 5,4 bi do Master escondeu créditos podres de empresas ligadas ao banqueiro
A operação não detalhou publicamente quais fatos específicos motivaram a inclusão do senador entre os alvos desta fase.
No entanto, a investigação faz parte de um conjunto de apurações que vem examinando relações entre agentes públicos, operadores financeiros e instituições ligadas ao mercado de investimentos.
O foco dos investigadores está em possíveis práticas de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Leia também: Cláudio Castro é alvo de buscas da PF por aportes bilionários de fundo de pensão no Banco Master
A Polícia Federal trabalha para identificar se houve influência política ou atuação de autoridades em operações que estão sob análise desde as primeiras etapas da Compliance Zero.
O nome de Jaques Wagner passa a integrar um cenário que já vinha sendo marcado por investigações envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas ao seu entorno empresarial.
Na fase anterior da operação, realizada no fim de maio, o principal alvo foi o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
As investigações daquela etapa analisavam movimentações financeiras relacionadas a investimentos realizados pela Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais.
Leia também: O que é liquidez bancária e por que ela virou ponto-chave no caso Master
Segundo as apurações, cerca de R$ 3 bilhões foram direcionados para fundos ligados ao Banco Master. Parte desses recursos, aproximadamente R$ 2,01 bilhões, teria sido aplicada a partir de julho de 2024.
Essas operações passaram a ser examinadas pelos investigadores para verificar se houve irregularidades na destinação dos recursos e eventual participação de agentes públicos ou intermediários nas decisões analisadas.
Com a inclusão de novos alvos e a ampliação do alcance geográfico da operação, a Polícia Federal abre uma nova fase de coleta de provas e análise de documentos.
O objetivo é esclarecer a extensão das relações investigadas e verificar se houve vantagens indevidas envolvendo representantes do poder público e integrantes do setor financeiro.
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Até o momento, o caso Master permanece em andamento e as autoridades não divulgaram conclusões definitivas sobre a responsabilidade dos investigados. As apurações seguem sob supervisão do STF.
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