Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
MP-SP rejeita delação de “Primo” e “Beto Louco”, alvos da Operação Carbono Oculto
Publicado 06/05/2026 • 19:40 | Atualizado há 5 meses
O que a Paramount prometeu a Hollywood para obter os direitos de exibição da WBD
Coca-Cola contrata Rob Gehring, da Monster, para dirigir operações na América do Norte
Trump e Xi encerram visita de Estado marcada mais por espetáculo do que por acordos
Rússia pode atacar um país da Otan em questão de meses, alerta inteligência dinamarquesa
Meta sai na frente da OpenAI em dispositivos de IA, mas aposta de Zuckerberg ainda é incerta
Publicado 06/05/2026 • 19:40 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Primo e Beto Louco
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) rejeitou a delação premiada dos empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, segundo apurou o Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
A decisão foi comunicada às defesas dos acusados nesta quarta-feira (6).
Os dois são alvos da Operação Carbono Oculto e são acusados de comandar um esquema bilionário ligado ao setor de combustíveis. A investigação apura suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes no mercado.
Procurado pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o MP-SP informou que não vai emitir nota ou posicionamento sobre o caso.
Leia também: Genial Investimentos: 5 pontos para entender o bloqueio de R$ 176 milhões
Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, são apontados nas investigações como figuras centrais de um suposto esquema de fraudes no setor de combustíveis.
As apurações miram a utilização de empresas do setor para ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e movimentação de recursos ligados ao crime organizado.
Ambos são considerados foragidos desde a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto de 2025, e integram a lista de procurados da Interpol. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que os dois estejam na Líbia, no norte da África.
Os empresários tentavam negociar acordo de colaboração premiada com o MP-SP. A delação, no entanto, foi rejeitada.
O material apresentado às autoridades incluía documentos, mensagens de celular, gravações e comprovantes de pagamento que, segundo a defesa dos empresários, indicariam pagamento de propina a políticos, magistrados e outras autoridades.
Nas tratativas, porém, a avaliação foi de que a proposta não apresentava elementos suficientes para a formalização do acordo. Entre os pontos analisados estavam a relevância das informações oferecidas, a existência de dados novos para o avanço das investigações e a capacidade de detalhar a dinâmica do suposto esquema.
Um dos fatores que pesou contra a proposta foi o fato de a delação mencionar apenas um magistrado que já havia sido previamente processado e responsabilizado pelo próprio MP paulista, o que reduziu o potencial de contribuição inédita das informações.
As autoridades também esperavam esclarecimentos sobre a estrutura de lavagem de dinheiro, as fraudes no mercado de combustíveis e eventuais conexões com o crime organizado, especialmente com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAs negociações de colaboração premiada vinham sendo discutidas nos últimos meses em diferentes frentes.
Antes de recorrer ao MP-SP, Beto Louco tentou negociar um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), alegando que poderia fornecer informações sobre parlamentares e lideranças políticas. As tratativas, no entanto, não avançaram.
Em São Paulo, os empresários chegaram a assinar termo de confidencialidade no âmbito das tratativas. Como havia menção a autoridade com prerrogativa, as conversas passaram a ser analisadas pela Procuradoria-Geral de Justiça.
A rejeição pelo MP-SP não impede que uma nova negociação seja aberta no futuro, caso haja interesse das partes e apresentação de novos elementos considerados relevantes para a investigação.
Leia também: Caso Genial Investimentos testa limites da regulação e expõe fragilidades diante de fraudes sofisticadas
As tratativas de colaboração também passaram por investigações no Piauí.
O objetivo, nessa frente, era obter informações e provas sobre a possível atuação de uma organização criminosa voltada à prática de fraudes no setor de combustíveis, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
Os empresários manifestaram interesse em fechar acordo e também assinaram termo de confidencialidade com o Gaeco do Piauí.
A proposta, no entanto, não avançou. A avaliação foi de que os elementos apresentados não acrescentavam informações relevantes ou indispensáveis para o andamento das apurações. A rejeição no Piauí ocorreu em março.
A Operação Carbono Oculto investiga um suposto esquema bilionário no mercado de combustíveis.
As suspeitas envolvem sonegação fiscal, adulteração de combustíveis, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e corrupção.
O caso ganhou relevância pela dimensão financeira investigada e pela suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Snoopy no Starbucks: quanto vai custar a coleção de Halloween no Brasil?
2
Após morte, cantor Rick deixa suposta herança milionária; veja valor
3
Preços do petróleo caem após notícia de que Arábia Saudita pretende reativar oleoduto estratégico nesta semana
4
Banco Master acumulou bilhões em pré-precatórios ligados a processos nas altas cortes da justiça
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025