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MP-SP rejeita delação de “Primo” e “Beto Louco”, alvos da Operação Carbono Oculto
Publicado 06/05/2026 • 19:40 | Atualizado há 14 minutos
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Publicado 06/05/2026 • 19:40 | Atualizado há 14 minutos
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Primo e Beto Louco
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) rejeitou a delação premiada dos empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, segundo apurou o Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
A decisão foi comunicada às defesas dos acusados nesta quarta-feira (6).
Os dois são alvos da Operação Carbono Oculto e são acusados de comandar um esquema bilionário ligado ao setor de combustíveis. A investigação apura suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes no mercado.
Procurado pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o MP-SP informou que não vai emitir nota ou posicionamento sobre o caso.
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Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, são apontados nas investigações como figuras centrais de um suposto esquema de fraudes no setor de combustíveis.
As apurações miram a utilização de empresas do setor para ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e movimentação de recursos ligados ao crime organizado.
Ambos são considerados foragidos desde a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto de 2025, e integram a lista de procurados da Interpol. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que os dois estejam na Líbia, no norte da África.
Os empresários tentavam negociar acordo de colaboração premiada com o MP-SP. A delação, no entanto, foi rejeitada.
O material apresentado às autoridades incluía documentos, mensagens de celular, gravações e comprovantes de pagamento que, segundo a defesa dos empresários, indicariam pagamento de propina a políticos, magistrados e outras autoridades.
Nas tratativas, porém, a avaliação foi de que a proposta não apresentava elementos suficientes para a formalização do acordo. Entre os pontos analisados estavam a relevância das informações oferecidas, a existência de dados novos para o avanço das investigações e a capacidade de detalhar a dinâmica do suposto esquema.
Um dos fatores que pesou contra a proposta foi o fato de a delação mencionar apenas um magistrado que já havia sido previamente processado e responsabilizado pelo próprio MP paulista, o que reduziu o potencial de contribuição inédita das informações.
As autoridades também esperavam esclarecimentos sobre a estrutura de lavagem de dinheiro, as fraudes no mercado de combustíveis e eventuais conexões com o crime organizado, especialmente com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
As negociações de colaboração premiada vinham sendo discutidas nos últimos meses em diferentes frentes.
Antes de recorrer ao MP-SP, Beto Louco tentou negociar um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), alegando que poderia fornecer informações sobre parlamentares e lideranças políticas. As tratativas, no entanto, não avançaram.
Em São Paulo, os empresários chegaram a assinar termo de confidencialidade no âmbito das tratativas. Como havia menção a autoridade com prerrogativa, as conversas passaram a ser analisadas pela Procuradoria-Geral de Justiça.
A rejeição pelo MP-SP não impede que uma nova negociação seja aberta no futuro, caso haja interesse das partes e apresentação de novos elementos considerados relevantes para a investigação.
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As tratativas de colaboração também passaram por investigações no Piauí.
O objetivo, nessa frente, era obter informações e provas sobre a possível atuação de uma organização criminosa voltada à prática de fraudes no setor de combustíveis, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
Os empresários manifestaram interesse em fechar acordo e também assinaram termo de confidencialidade com o Gaeco do Piauí.
A proposta, no entanto, não avançou. A avaliação foi de que os elementos apresentados não acrescentavam informações relevantes ou indispensáveis para o andamento das apurações. A rejeição no Piauí ocorreu em março.
A Operação Carbono Oculto investiga um suposto esquema bilionário no mercado de combustíveis.
As suspeitas envolvem sonegação fiscal, adulteração de combustíveis, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e corrupção.
O caso ganhou relevância pela dimensão financeira investigada e pela suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
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